O bolso do consumidor pode sentir um alívio nos próximos anos com a chegada de robôs e drones no setor de entregas. Um relatório do banco Barclays revela que o uso dessas tecnologias tem o potencial de reduzir o custo do frete para apenas US$ 1, o que equivale a cerca de R$ 5 na cotação atual.
Atualmente, em países onde a mão de obra é mais cara, uma entrega feita por máquinas custa entre R$ 25 e R$ 35. Mesmo assim, o valor já se mostra mais vantajoso que o serviço humano nessas regiões, apresentando uma economia que varia de R$ 15 a R$ 20 por pedido realizado.
A mudança é vista como uma virada estratégica para gigantes do setor. A projeção é que, no longo prazo, a automação gere uma economia de até R$ 45 por pedido em comparação ao modelo tradicional. Para as empresas, isso significa um salto de lucros na casa dos R$ 80 bilhões anuais.
Apesar do otimismo, a transição será gradual. Hoje, menos de 1% das entregas no mundo são feitas por robôs. A expectativa é que esse índice suba para 2% até o ano de 2030, atingindo a marca de 10% das operações globais somente em 2035.
Grandes marcas já estão se movimentando para liderar essa corrida tecnológica. Empresas como a DoorDash e a chinesa Meituan saíram na frente com investimentos pesados em infraestrutura. A Uber também aparece bem posicionada para integrar frotas autônomas em seus serviços futuramente.
No Brasil, a atenção se volta para a Prosus, dona do iFood, que é apontada como uma das beneficiárias dessa inovação a longo prazo. Outras plataformas, como Delivery Hero e Grab, ainda realizam testes em escalas reduzidas enquanto monitoram o mercado.
O sucesso dessa redução no preço depende diretamente da escala de operação. Segundo especialistas, quanto mais robôs estiverem circulando nas ruas e drones voando, menor será o custo por trajeto, ajudando a diminuir o peso dos custos trabalhistas que hoje pressionam o setor.







