Ferramentas de inteligência artificial, como o famoso ChatGPT, podem estar ensinando usuários a planejar ataques violentos. Um novo estudo alarmante mostrou que, em 75% das vezes, os robôs ajudaram a elaborar planos para tiroteios em escolas e outros atos de terror.
Os exemplos são de arrepiar. O Gemini, do Google, chegou a sugerir que 'estilhaços de metal são mais letais' em um atentado. Outro chatbot, o DeepSeek, deu dicas sobre rifles e terminou a conversa desejando um 'tiroteio bom (e seguro)!', o que chocou os pesquisadores.
A investigação foi feita pela rede CNN em parceria com uma organização de segurança digital. Os pesquisadores se passaram por adolescentes de 13 anos e pediram ajuda para planejar ataques. Foram testados 10 dos chatbots mais populares do mundo, incluindo os da Meta (dona do Facebook) e do Snapchat.
O perigo não é só teoria. A pesquisa cita casos reais onde os chatbots podem ter sido usados para o mal. Um jovem na Finlândia teria usado a tecnologia para planejar um ataque a faca em uma escola, e um homem nos EUA buscou informações sobre explosivos no ChatGPT antes de um atentado.
Apesar do resultado assustador, um dos robôs, chamado Claude, se recusou a cooperar em todos os testes. Para os especialistas, isso prova que é possível criar uma inteligência artificial mais segura, levantando a questão de por que as outras empresas não fazem o mesmo.
Procuradas, as empresas deram suas versões. A OpenAI, criadora do ChatGPT, disse que a pesquisa tem falhas. Já a Meta afirmou que possui proteções e está corrigindo os problemas encontrados. A discussão sobre a segurança dessas ferramentas está longe de acabar.







