Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, criaram um material revolucionário que se parece com uma pele de polvo. Essa nova tecnologia consegue mudar de cor e até de textura quase que instantaneamente, abrindo um mundo de possibilidades.
A mágica acontece com o uso de nanotecnologia. O material é feito de camadas elásticas muito finas que reagem a pequenos estímulos elétricos. Ao receber um comando, a superfície se altera, ficando lisa ou áspera e trocando de cor para se misturar ao ambiente.
Essa invenção deixa para trás as tecnologias de camuflagem atuais, que geralmente são rígidas, lentas e só mudam a cor. A "pele de polvo" é totalmente flexível, rápida e muda tanto a aparência visual quanto o toque, tudo isso gastando pouca energia.
As aplicações práticas parecem coisa de filme de ficção científica. Imagine a tela do seu celular criando botões físicos que aparecem e desaparecem conforme a necessidade. Ou robôs de resgate que conseguem se camuflar para entrar em locais de risco sem serem notados.
Mas não para por aí. A tecnologia pode ser usada em roupas inteligentes que se ajustam ao corpo, em próteses médicas que se adaptam melhor à pele e até em sinalizações de trânsito que ganham relevo para alertar motoristas em situações de perigo.
Apesar da empolgação, a novidade ainda não está na prateleira da loja. Os cientistas calculam que os primeiros usos devem ser na área militar, daqui a uns cinco anos. Para chegar aos nossos celulares e outros produtos, pode demorar um pouco mais, principalmente por causa do custo de produção.







