Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, promete revolucionar o acesso à água limpa em comunidades isoladas. O sistema utiliza filtros feitos de materiais orgânicos e a luz do sol para purificar água contaminada ou salgada de forma rápida e muito barata.
O funcionamento é simples e não exige nenhuma infraestrutura elétrica ou o uso de produtos químicos como o cloro. O método utiliza hidrogéis produzidos a partir de plantas que funcionam como esponjas: eles seguram a sujeira, os metais pesados e o sal, enquanto o calor do sol faz a água evaporar e sair totalmente pura.
Diferente das grandes usinas de dessalinização, que custam milhões, esse novo filtro pode ser montado em baldes ou recipientes domésticos comuns. Isso permite que qualquer família em regiões secas ou sem saneamento básico consiga produzir sua própria água para beber sem depender de tecnologia complexa.
Além de ser eficiente contra bactérias e poluentes industriais, a solução é totalmente ecológica. Por ser feito de biomassa natural, o filtro pode ser descartado sem poluir o meio ambiente ao final de sua vida útil, reduzindo o impacto ambiental causado pelos filtros de plástico tradicionais.
A descoberta é vista como uma esperança para reduzir doenças causadas por água contaminada e a mortalidade infantil em locais onde a seca é severa. Por ser fácil de transportar e fabricar, o sistema pode ser levado para zonas de conflito ou áreas rurais remotas de forma imediata.
Os testes realizados mostram que a água filtrada por esse processo atende a todos os padrões internacionais de qualidade. Agora, a expectativa é que o modelo seja replicado em larga escala para ajudar a combater a crise hídrica que afeta diversas partes do mundo, inclusive o sertão brasileiro.







