Pesquisadores da Universidade de Loughborough desenvolveram uma tecnologia que pode acabar com o alto consumo de eletricidade da inteligência artificial. Eles criaram um chip que funciona de um jeito parecido com o cérebro humano, sendo até duas mil vezes mais econômico do que as peças usadas atualmente nos computadores.
Diferente dos sistemas que conhecemos, esse novo hardware não depende de programas pesados para funcionar. Ele utiliza nanopartículas para processar as informações de forma física e direta. Na prática, é como se o chip tivesse suas próprias conexões biológicas, o que evita o desperdício de energia e diminui o aquecimento do aparelho.
A grande vantagem para o cidadão comum será o uso da IA em dispositivos do dia a dia. Com essa inovação, será possível ter ferramentas de inteligência avançada em celulares e tablets sem que a bateria acabe em poucos minutos. Hoje, os grandes centros de dados sofrem com contas de luz altíssimas para manter esses sistemas ligados.
O projeto surgiu para tentar diminuir a poluição e o gasto energético global causado pelo crescimento da tecnologia. Os cientistas conseguiram provar que o chip resolve problemas matemáticos difíceis gastando quase nada, já que ele processa a informação no mesmo lugar onde ela fica guardada, eliminando atrasos.
Apesar do sucesso nos testes de laboratório, a novidade ainda vai demorar um pouco para chegar às lojas. O próximo passo dos pesquisadores é fechar parcerias com grandes fábricas para produzir o componente em larga escala. A expectativa é que os primeiros modelos para a indústria fiquem prontos até o final desta década.







