Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Serviço

Cientistas chineses criam técnica que transforma areia de deserto em terra fértil em menos de um ano

Uso de microrganismos de laboratório cria uma 'pele viva' que segura o solo e permite o plantio de vegetação em áreas áridas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
17 de abril, 2026 · 14:18 1 min de leitura

Pesquisadores na China descobriram um jeito de transformar a areia seca do deserto em solo produtivo em apenas 10 meses. O segredo está no uso de microrganismos cultivados em laboratório, que criam uma espécie de crosta biológica sobre a areia, funcionando como uma "pele viva" que impede que o vento leve tudo embora.

Publicidade

A técnica foi testada no Deserto de Taklamakan e utiliza cianobactérias, organismos que existem há bilhões de anos. Esses seres minúsculos usam a luz do sol e o ar para sobreviver, produzindo uma cola natural feita de açúcares que une os grãos de areia e estabiliza o terreno.

Com essa camada mais firme e escura, o solo passa a segurar nutrientes como nitrogênio e fósforo. Isso cria o ambiente perfeito para que equipes de reflorestamento consigam plantar gramas e arbustos antes que o calor extremo ou as tempestades de poeira matem as mudas.

Além de firmar o chão, essa nova cobertura ajuda a manter a umidade por mais tempo após as chuvas. Enquanto a areia comum seca rápido, a área tratada segura a água perto da superfície, garantindo fôlego extra para as sementes germinarem mesmo no clima severo.

Publicidade

Com o passar do tempo, essa camada evolui sozinha, ganhando musgos e líquenes que tornam o solo ainda mais resistente. O estudo, publicado em revistas científicas internacionais, mostra que a natureza pode ser recuperada com a ajuda da tecnologia certa.

Apesar do sucesso, os cientistas alertam que o sistema é delicado. O tráfego de veículos ou o pisoteio de animais podem destruir essa proteção em formação, por isso as áreas tratadas precisam ser monitoradas e protegidas durante o processo de recuperação.

Leia também