Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Serviço

Celular não é cofre: saiba como a polícia consegue recuperar até o que você apagou do aparelho

Softwares avançados usados pela Polícia Federal quebram senhas e acessam conversas de WhatsApp e arquivos na nuvem durante investigações.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
17 de abril, 2026 · 13:20 2 min de leitura

Nem mesmo as senhas mais difíceis ou o hábito de apagar mensagens garantem a privacidade de quem está na mira da justiça. A Polícia Federal tem utilizado softwares de alta tecnologia, como o Cellebrite e o Magnet Greykey, para invadir sistemas e extrair provas cruciais de celulares apreendidos em operações recentes.

Publicidade

As ferramentas permitem que os peritos recuperem fotos, documentos e históricos de conversas em aplicativos como WhatsApp e Telegram. O segredo está no acesso profundo à memória do aparelho, onde os programas buscam dados que não estão mais visíveis para o usuário comum, mas que permanecem registrados no sistema do celular.

A eficácia dessa tecnologia ficou clara em casos de grande repercussão, como as investigações que envolveram os artistas MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Através da análise de arquivos salvos na nuvem e cruzamento de dados financeiros, a polícia conseguiu montar o quebra-cabeça de esquemas que movimentaram cifras bilionárias.

Quando o dono do aparelho se recusa a entregar a senha, a perícia entra em ação explorando falhas de segurança de cada modelo. O trabalho pode levar tempo, mas as gigantes de tecnologia também colaboram. Somente no primeiro semestre de 2025, o Google atendeu a quase 80% dos pedidos de dados feitos pelas autoridades brasileiras.

Publicidade

Existem quatro níveis de extração de dados, que vão desde a coleta simples de contatos e fotos até a chamada 'extração física'. Nesta última, os peritos conseguem uma cópia completa de tudo o que passou pela memória do dispositivo, incluindo mensagens configuradas para visualização única.

Para organizar essa montanha de informações, a própria Polícia Federal desenvolveu o IPED, um sistema que vasculha milhares de arquivos em busca de palavras-chave, como valores em dinheiro ou nomes de suspeitos. O recado dos especialistas é claro: uma vez que o sistema operacional é invadido, o perito passa a ter o mesmo acesso que o dono do celular.

Leia também