A comunicação com o lado oculto da Lua continua sendo um dos maiores desafios da exploração espacial. Na última segunda-feira (6), os astronautas da missão Artemis 2 sentiram isso na pele ao ficarem 40 minutos sem qualquer contato com a Terra enquanto sobrevoavam a região que fica permanentemente escondida do nosso planeta.
O problema acontece porque a Lua funciona como um imenso paredão rochoso de quase 3.500 quilômetros de diâmetro. Como as ondas de rádio não atravessam essa massa, o sinal é cortado assim que a nave passa para o lado de lá, deixando a tripulação isolada até que surja novamente no horizonte terrestre.
Apesar de ainda não ter enviado humanos para lá, a China já resolveu essa barreira técnica. O país asiático mantém em órbita os satélites Queqiao-1 e Queqiao-2, lançados em 2018 e 2024. Esses equipamentos funcionam como repetidores de sinal, posicionados estrategicamente para 'enxergar' a Terra e o lado oculto ao mesmo tempo.
Graças a essa tecnologia, os chineses conseguiram realizar feitos inéditos, como o pouso de sondas robóticas e a coleta de amostras de solo na face oculta da Lua. Sem esses satélites de apoio, o controle das missões em solo seria impossível devido à falta de linha direta de comunicação.
Enquanto a Artemis 2 segue sua viagem de volta com previsão de chegada para esta sexta-feira (10), a disputa espacial esquenta. Os Estados Unidos focam no retorno de astronautas à superfície lunar, mas a China planeja seu próprio pouso tripulado até o ano de 2030, já contando com a rede de comunicação pronta.







