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CEO da Anthropic: liberar chips à China é risco grave

Dario Amodei, CEO da Anthropic, criticou a flexibilização dos EUA na venda de chips de IA à China, comparando a medida a "vender armas nucleares" devido aos riscos à segurança nacional.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
20 de janeiro, 2026 · 19:45 2 min de leitura
Imagem: Billion Photos/Shutterstock
Imagem: Billion Photos/Shutterstock

A decisão dos Estados Unidos de flexibilizar a venda de chips avançados de inteligência artificial para a China virou um assunto sério e gerou fortes críticas. Para Dario Amodei, CEO da Anthropic, uma empresa líder em IA, essa medida pode colocar em risco a segurança nacional dos EUA.

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Amodei, que já é conhecido por sua postura cautelosa em relação à tecnologia e segurança, fez sua declaração contundente durante uma entrevista ao editor-chefe da Bloomberg, John Micklethwait, no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Um alerta sério: vender chips é como dar armas nucleares

O CEO da Anthropic não poupou palavras ao descrever o perigo. Para ele, permitir que processadores de alta performance cheguem às mãos da China é um erro estratégico com consequências imprevisíveis. Em uma analogia chocante, Amodei comparou a situação a

“vender armas nucleares para a Coreia do Norte”
, sublinhando a gravidade do que ele vê como um passo em falso.

Essa não é a primeira vez que Amodei se manifesta sobre o tema. Ele já havia expressado preocupação, apontando que os chineses estavam em desvantagem no desenvolvimento de chips devido às restrições. Em um pedido anterior ao governo americano, ele chegou a mencionar um cenário sombrio, como o do livro “1984” de George Orwell, que retrata um regime totalitário distópico.

Mudança de rota nos EUA e a polêmica do chip H200

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As declarações de Amodei surgem em um momento-chave. O governo dos EUA, após meses de uma política mais restritiva, sinaliza uma guinada. A Nvidia, gigante no setor de chips, foi autorizada a vender seu chip H200 para o mercado chinês. Essa flexibilização contrasta diretamente com a estratégia anterior, que visava impedir o acesso da China a tecnologias americanas que poderiam ser usadas para fins militares.

A própria Nvidia defendeu essa abertura parcial. A empresa argumenta que, se as restrições continuarem, a China fatalmente desenvolverá suas próprias alternativas, o que poderia prejudicar a competitividade global das empresas americanas a longo prazo.

Os chips em questão: tecnologia de ponta com algumas limitações

O chip H200 da Nvidia, que agora pode ser vendido na China, é um dos processadores de inteligência artificial mais avançados disponíveis. No entanto, ele ainda está um passo atrás das gerações mais recentes da Nvidia, como a família Blackwell, já disponível nos EUA, e a futura linha de chips Vera Rubin, que continua sob bloqueio de exportação por razões de segurança nacional.

Além da Nvidia, a AMD, uma de suas principais concorrentes, também buscou autorização para vender seu chip MI325X no mercado chinês. Essa busca por acesso ao mercado chinês mostra a tensão constante entre os interesses comerciais das empresas de tecnologia e as preocupações com a segurança nacional e o controle estratégico de tecnologias críticas.

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