O Governo Federal deu um passo importante para diminuir a dependência de tecnologias estrangeiras ao firmar um acordo de cooperação com a China para o desenvolvimento de Inteligência Artificial (IA) no setor público. A parceria envolve o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Serpro e a empresa chinesa iFlytek.
O foco principal é garantir que o Brasil tenha controle sobre as ferramentas tecnológicas que fazem o Estado funcionar. Com isso, o governo espera criar modelos de linguagem adaptados ao português brasileiro, além de sistemas de tradução, acessibilidade e novas soluções para a segurança digital.
Segundo o MCTI, a iniciativa é estratégica para evitar que o país fique refém de empresas externas que podem limitar o acesso às tecnologias no futuro. O projeto prevê a transferência de conhecimento dos chineses para especialistas brasileiros, fortalecendo a chamada soberania digital.
A execução do trabalho ficará por conta do Serpro, que já gerencia grande parte dos dados dos serviços públicos digitais no Brasil. A ideia é que a empresa não apenas use modelos prontos, mas aprenda a dominar todo o processo, desde a organização dos dados até o treinamento da inteligência artificial.
Além da criação de softwares, o acordo prevê investimentos em infraestrutura física, como a construção de novos data centers e ambientes de nuvem segura. Esses locais servirão para armazenar e processar as informações de forma integrada e protegida.
Para garantir que o projeto saia do papel com qualidade, haverá um programa de capacitação para pesquisadores brasileiros. Estão previstos intercâmbios, visitas técnicas à China e a concessão de bolsas de estudo para formar especialistas que saibam lidar com as novas ferramentas de IA.







