Atenção, investidores e entusiastas de tecnologia! Esta semana promete ser um verdadeiro turbilhão de notícias que podem mexer com o mercado global. Entre relatórios financeiros de gigantes da tecnologia e decisões importantes sobre taxas de juros, há muito para acompanhar.
"Superquarta" com impactos nos juros
O meio da semana, mais precisamente a quarta-feira, será um dia crucial, conhecido como "Superquarta". Isso porque, tanto o Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve) quanto o nosso próprio Banco Central aqui no Brasil, vão anunciar suas mais recentes decisões sobre as taxas de juros.
Nos EUA, a expectativa é que o Federal Reserve não faça mudanças, mantendo os juros entre 3,5% e 3,75% ao ano. Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve seguir o mesmo caminho, mantendo a taxa Selic em 15% ao ano. Quando as duas instituições tomam essas decisões no mesmo dia, temos essa famosa "Superquarta", que atrai todos os olhares do mercado financeiro.
E a quarta-feira ainda pode ter um toque político importante. O ex-presidente Donald Trump pode anunciar quem será o substituto de Jerome Powell no comando do Federal Reserve, já que o mandato de Powell termina em maio. Trump tem sido um crítico de Powell, afirmando que ele não reduziu os juros na velocidade desejada.
Gigantes da tecnologia sob os holofotes
Além das questões econômicas, as grandes empresas de tecnologia também estarão no centro das atenções, divulgando seus balanços trimestrais. Será um momento de ver como andam a saúde financeira e as estratégias dessas companhias que moldam o nosso dia a dia.
- Na quarta-feira, prepare-se para os relatórios de três pesos-pesados: Meta (a empresa por trás do Facebook e Instagram), Microsoft e Tesla.
- Na quinta-feira, será a vez da Apple apresentar seus números.
- Já no começo de fevereiro, a Alphabet, controladora do Google, divulgará seu balanço no dia 4, seguida pela Amazon no dia 5.
- Por fim, a empresa mais valiosa do mundo, a NVIDIA, tem previsão de divulgar seus resultados apenas no dia 25 de fevereiro.
O que esperar de cada empresa?
Cada uma dessas companhias chega a esta semana com suas próprias particularidades e pontos de interesse para o mercado.
A Apple, por exemplo, viu suas ações caírem desde meados de dezembro. Uma das razões para isso está nas preocupações com o aumento dos custos de memória, um tema que tem gerado discussões no mercado.
A Meta, por sua vez, tem investido pesado em seu núcleo de inteligência artificial. O mercado estará de olho para ver o retorno desses investimentos, como aponta a CNBC.
Para a Microsoft, o cenário parece mais otimista. A Morningstar, empresa de pesquisa de investimentos, destaca a gigante da tecnologia como uma das melhores ideias no setor de software.
"A Microsoft é uma das nossas melhores ideias no setor de software, pois a empresa está bem posicionada tanto em IA quanto em nuvem pública, que são os dois maiores temas seculares nesse segmento. As ações caíram 15% nos últimos três meses, mesmo com fundamentos sólidos nos últimos trimestres. As ações de software têm apresentado um desempenho péssimo desde julho de 2025, com a Microsoft se saindo melhor do que a média. Ainda assim, vemos um potencial de crescimento significativo."
Já a Tesla, de Elon Musk, tem vivido momentos de bastante volatilidade. Suas ações oscilaram bastante antes de se recuperarem em dezembro, impulsionadas pelo otimismo em relação aos avanços dos “robotáxis”. No entanto, uma queda nas entregas do quarto trimestre e notícias sobre a concorrência da NVIDIA na direção autônoma fizeram as ações caírem 4% no começo deste mês. Mesmo assim, a Morningstar lembra que o entusiasmo pelos robotáxis tem superado as preocupações com a desaceleração das vendas de veículos.
“Há muito sucesso presumido já precificado na Tesla, assim como o crescimento global do software de direção autônoma completa e o potencial crescimento global do negócio de robotáxis”, diz o analista Seth Goldstein. “Se você está muito otimista em relação a isso, então a avaliação faz sentido, mas achamos que o mercado se precipitou um pouco.”
Com tantas informações importantes vindo à tona, a semana promete ser decisiva para entender os rumos da economia e da tecnologia nos próximos meses.







