Com o encerramento da missão Artemis 2, o trabalho agora se concentra nos laboratórios. A equipe científica começou a analisar um volume impressionante de dados colhidos durante a viagem que levou humanos para perto da Lua após mais de 50 anos. O público deve conhecer os resultados detalhados em até seis meses.
A tecnologia atual permitiu que os astronautas capturassem mais de 175 gigabytes de imagens em alta definição, enviadas para a Terra por um sistema de laser. Além das fotos, a tripulação gravou áudios narrando cada detalhe da superfície lunar, criando um material muito superior ao que era possível na época das missões Apollo.
Um dos focos principais da pesquisa é a saúde dos astronautas no espaço profundo. Foram realizados testes com tecidos humanos cultivados em laboratório para entender como a radiação e a falta de gravidade afetam a medula óssea e o sistema imunológico, dados que serão vitais para futuras viagens a Marte.
A vida dentro da cápsula Orion também foi monitorada de perto. Em um espaço de apenas 9 metros cúbicos, os tripulantes usaram dispositivos de pulso para medir estresse, sono e desempenho mental. O objetivo é descobrir como o confinamento extremo mexe com o corpo e a cabeça dos viajantes espaciais.
A radiação foi outra preocupação constante, já que a nave saiu da proteção natural da Terra. Sensores individuais registraram a exposição dos astronautas, permitindo identificar o impacto de tempestades solares e testar as medidas de proteção interna da nave contra esses fenômenos perigosos.
O cronograma do programa Artemis sofreu mudanças importantes para os próximos anos. A Artemis 3, prevista para 2027, será apenas um teste de acoplamento em órbita. O momento mais aguardado, o pouso de humanos no polo sul da Lua, ficou agora para a missão Artemis 4, planejada para 2028.







