Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Serviço

Alunos da USP criam foguete inédito do zero mesmo sem curso de engenharia aeroespacial

Estudantes da Escola Politécnica desenvolveram motor próprio após 10 anos de pesquisa e realizaram lançamento em Pirassununga

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
13 de abril, 2026 · 12:15 1 min de leitura

Um grupo de estudantes da Escola Politécnica da USP surpreendeu o setor tecnológico ao lançar o Elara II, o primeiro foguete da universidade movido por um motor de propulsão híbrida. O feito é ainda mais impressionante porque a instituição sequer possui um curso de engenharia aeroespacial, obrigando os alunos a buscarem todo o conhecimento técnico por conta própria.

Publicidade

O lançamento aconteceu neste mês no campus de Pirassununga, no interior de São Paulo, contando com o suporte da Academia de Força Aérea (AFA). O motor, batizado de Nêmesis, é fruto de quase uma década de estudos conduzidos pelo Projeto Júpiter, grupo de extensão formado pelos próprios universitários.

Diferente dos modelos convencionais, o sistema híbrido utiliza combustível sólido e oxidante líquido. Essa combinação garante mais segurança e permite controlar a força do foguete durante o voo, algo que não é possível em motores que usam apenas componentes sólidos, como os fogos de artifício.

Durante a operação, o foguete funcionou através de uma reação química que libera gases em alta pressão, impulsionando o equipamento para o alto. O projeto também conta com sistemas de bordo, incluindo paraquedas para a recuperação do material e freios aerodinâmicos para a descida.

Publicidade

Apesar do sucesso tecnológico, o voo não atingiu a altura esperada devido a uma falha no abastecimento de oxidante no momento da decolagem. No entanto, os estudantes comemoraram o fato de o sistema de recuperação ter funcionado perfeitamente, permitindo que o foguete retornasse ao solo com poucos danos.

Agora, a equipe pretende analisar os dados coletados e os componentes recuperados para aprimorar as próximas missões. O marco coloca o grupo de alunos como referência nacional no desenvolvimento de tecnologia aeroespacial independente no ambiente universitário.

Leia também