A Anthropic lançou na web o Claude Code, liberando uma prévia para usuários Pro e Max acessível pelo site claude.ai (na aba Code) e pelo aplicativo para iOS. A novidade principal é que os agentes de codificação agora rodam na nuvem, o que traz uma experiência mais integrada direto do navegador.
Como funciona
Em vez de depender só da linha de comando, a execução na nuvem permite rodar várias tarefas em paralelo a partir de uma única interface. Cada sessão fica isolada e mostra o progresso em tempo real, então os desenvolvedores podem acompanhar e até orientar o agente enquanto ele executa etapas do trabalho — menos tempo na espera e mais controle sobre o que está acontecendo.
Como isso muda o dia a dia? Atividades comuns ficaram mais rápidas: esclarecer dúvidas sobre um projeto, mapear repositórios, corrigir bugs e automatizar tarefas rotineiras. Para mudanças no backend, o Claude Code passou a aceitar um fluxo orientado por testes, para validar alterações antes de aplicá‑las em produção.
Conectividade e segurança
As integrações com o GitHub foram feitas por meio de um serviço de proxy seguro, que limita o acesso do Claude apenas aos repositórios autorizados. Usuários também podem adicionar configurações de rede para controlar quais domínios o Claude Code pode acessar — por exemplo, autorizar downloads de pacotes npm necessários para executar testes e validar mudanças.
Desde o lançamento inicial em maio, a base de usuários cresceu cerca de dez vezes. A empresa destacou que a inteligência artificial contribuiu com mais de US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) da receita anual e que cerca de 90% do produto foi escrito pelos próprios modelos de IA da Anthropic.
Conectores para pesquisa científica
O Claude também ganhou conectores voltados para pesquisa, integrando plataformas e bases de dados relevantes. Entre os conectores anunciados estavam:
- Benchling — com links para experimentos, cadernos e registros;
- BioRender — biblioteca de figuras científicas e ícones verificados;
- PubMed — acesso a artigos biomédicos e estudos clínicos;
- Scholar Gateway (Wiley) — conteúdo revisado por pares;
- Synapse.org — compartilhamento e análise de dados em projetos colaborativos;
- 10x Genomics — análises espaciais e de célula única por linguagem natural.
Esses conectores juntaram‑se às integrações já existentes com ferramentas de produtividade, como Google Workspace, Microsoft SharePoint, OneDrive, Outlook e Teams, além de conexões com Databricks e Snowflake para consultas e análises em larga escala. Pesquisadores vinham usando o chatbot para escrever código de análises estatísticas e resumir artigos, e empresas farmacêuticas o empregaram em atividades comerciais; os novos conectores foram apresentados como suporte a todo o ciclo de descoberta científica, da investigação inicial à tradução e comercialização.
Em resumo, o lançamento do Claude Code na web entregou uma experiência mais integrada e com mais controle para desenvolvedores e pesquisadores: execução na nuvem, isolamento de sessões, controles de acesso e conectores especializados para acelerar trabalhos técnicos e científicos.







