A Bahia deve terminar a safra 2025/26 com a maior produção de algodão já registrada no estado. Cerca de 80% da colheita da pluma havia sido concluída, e a estimativa é superar 1 milhão de toneladas. A Bahia ocupa a segunda posição entre os maiores produtores do Brasil. (F1.b, F1.c, F1.d, F1.a)
A previsão foi apresentada por Alessandra Zanotto, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), durante a 84ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados. O encontro ocorreu em Brasília, em 15 de setembro de 2026. (F1.e, F1.o, F2.a)
“As expectativas são boas e tudo indica que vamos consolidar a melhor safra da nossa história”, afirmou Zanotto. (F1.c1)
A cultura ocupa cerca de 417,898 hectares na Bahia, conforme a informação apresentada na pauta. A produtividade estimada é de 2.360 quilos de pluma por hectare, acima da média nacional prevista. (F1.f, F1.g)
No país, a projeção é colher 4,14 milhões de toneladas de pluma em 1,99 milhão de hectares. A produtividade média nacional estimada é de 2.076 quilos por hectare. A área brasileira é menor que a registrada no ciclo anterior, de 2,17 milhões de hectares. (F1.h, F1.i, F1.j, F1.k)
O avanço da área cultivada na Bahia ocorreu principalmente com o algodão irrigado. No começo da colheita, algumas dessas lavouras tiveram rendimento inferior ao das áreas de sequeiro. As áreas irrigadas que entraram depois na colheita apresentaram melhora, reduzindo a diferença. (F1.p, F1.r, F1.s)
“Foi de certa forma uma surpresa, mas isso esteve relacionado às condições climáticas do início do ciclo. Agora, as lavouras irrigadas que estão entrando na colheita vêm apresentando resultados melhores e essa diferença está se equalizando”, explicou a presidente da Abapa. (F1.c2)
O escoamento aparece entre os principais desafios diante do volume esperado. A Abapa busca ampliar a saída da produção pelo Porto de Salvador, com o objetivo de diminuir a dependência de rotas mais longas até Santos. A entidade afirma que o avanço depende de melhorias na infraestrutura e da participação das tradings. (F1.t, F1.u, F1.v, F1.w)
“Teremos muito algodão entrando e precisamos garantir capacidade para escoar essa produção. Temos feito um trabalho incansável para aumentar a saída pelo Porto de Salvador. Isso ajuda a desafogar Santos e, para a Bahia, faz muito mais sentido do ponto de vista logístico”, disse Zanotto. (F1.c3)







