Um órgão de segurança online da Austrália deu o alarme: o X, antigo Twitter, tem um problema "particularmente sistêmico" com conteúdo de abuso sexual infantil. Segundo a denúncia, esse tipo de material criminoso está mais fácil de ser encontrado na plataforma do que em outros sites e aplicativos.
A investigação revelou que criminosos estão usando uma tática perigosa para espalhar o conteúdo. Eles combinam hashtags que parecem inofensivas para divulgar o material ilegal, o que aumenta o risco de usuários comuns, incluindo pais e filhos, acabarem expostos a essas imagens sem querer.
A situação ficou ainda mais grave quando a inteligência artificial da própria plataforma, chamada Grok, teria sido usada para criar imagens sexualizadas de mulheres e crianças. O caso foi classificado como "abominável" pelo primeiro-ministro australiano e gerou uma advertência formal para a empresa de Elon Musk em janeiro.
A acusação é um balde de água fria na promessa feita por Musk em 2022, quando comprou a rede social. Na época, ele afirmou que o combate à exploração infantil seria sua "prioridade máxima". No entanto, o órgão australiano aponta que a realidade é bem diferente e que a plataforma se destaca negativamente nesse quesito.
Procurado para comentar, o X afirmou que tem uma política de "tolerância zero" com exploração sexual infantil. A empresa disse que usa sistemas automáticos para derrubar mais de 99% das contas envolvidas nesse tipo de crime, muitas vezes antes mesmo de receber uma denúncia.
A empresa também se defendeu dizendo que o órgão fiscalizador não forneceu exemplos específicos, como links ou perfis, para que pudessem investigar. Sobre o caso do robô Grok, o X declarou que acionou protocolos de resposta rápida para conter as violações.







