O famoso Wegovy, remédio injetável para tratar obesidade, vai chegar a alguns centros do SUS. Mas calma, não é para todo mundo. A fabricante, Novo Nordisk, vai iniciar um projeto-piloto para testar o medicamento na rede pública, e a distribuição será bem restrita.
Por enquanto, o programa vai rolar em apenas dois lugares: no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre (RS), e no Instituto de Diabetes e Endocrinologia, no Rio de Janeiro (RJ). Uma terceira cidade ainda será escolhida, mas nada foi anunciado para Paulo Afonso ou qualquer município da Bahia.
E não adianta correr para o hospital para pedir. Só vai receber o Wegovy quem já é paciente desses locais e está em tratamento. Além disso, cada hospital terá suas próprias regras para definir quem tem prioridade, seguindo critérios médicos para casos de obesidade grave.
O motivo de tanta restrição é o preço salgado do remédio. O governo federal já barrou a entrada do Wegovy na lista geral do SUS justamente pelo custo. Segundo o Ministério da Saúde, oferecer o tratamento para todos que precisam poderia custar mais de R$ 4 bilhões em cinco anos.
Esse teste, que vai durar dois anos, serve para coletar dados. A ideia é entender como o tratamento funciona na prática, no dia a dia do serviço público. Com essas informações em mãos, o governo poderá avaliar melhor se vale a pena ou não oferecer o medicamento para mais gente no futuro.







