O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu um processo na Justiça contra o Hospital São Rafael por causa de problemas graves de higiene. A situação mais chocante foi encontrada no banco de sangue, com mofo no teto e até vazamento de esgoto na área de lanche dos doadores.
A investigação começou depois de uma denúncia. A Vigilância Sanitária (Divisa) foi até o local e confirmou a situação precária. Além do mofo e do esgoto, o relatório apontou vazamentos generalizados nas salas de triagem e coleta de sangue, expondo doadores e funcionários a riscos.
A lista de irregularidades é longa. Segundo o MP, o hospital não tinha a planta do setor aprovada pela vigilância, não controlava os produtos de limpeza diluídos e não registrava a manutenção e higienização dos equipamentos. Faltava até comprovação de treinamento adequado para os funcionários responsáveis pela limpeza.
Para o promotor de Justiça Saulo Mattos, responsável pelo caso, as falhas são um perigo claro para a saúde e segurança dos consumidores. Ele destacou que a situação exige uma intervenção rápida para garantir que os serviços sigam as normas de proteção à saúde da população.
Antes de ir para a Justiça, o Ministério Público tentou um acordo para que o hospital corrigisse os problemas, conhecido como Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). No entanto, o São Rafael não mostrou interesse em assinar o documento, o que forçou a abertura da ação civil pública.
Agora, o MP pede à Justiça uma decisão de urgência para obrigar o hospital a regularizar toda a situação imediatamente. A ação também exige que a unidade apresente um plano detalhado, com prazos, para realizar todas as adequações apontadas pela Vigilância Sanitária.







