Uma carta escrita espontaneamente por uma paciente após dar à luz na maternidade do Hospital da Cidade (HC), em Maceió, comoveu a equipe da unidade e virou símbolo do tipo de atendimento que o hospital tenta praticar no dia a dia. O gesto partiu de Gabriela Silva dos Santos, que registrou em texto o que viveu durante o nascimento do filho Heitor, no dia 14 de maio.
Segundo informações divulgadas pelo Maceió Saúde, organização social que administra o HC, Gabriela deu entrada na maternidade com 39 semanas de gestação e em trabalho de parto. Por desejo próprio, foi submetida a uma cesariana realizada às 21h38. O menino Heitor nasceu saudável, pesando 3,513 kg, e mãe e filho receberam alta dois dias depois, em 16 de maio.
Na carta, a paciente descreveu o impacto do atendimento recebido. "Hoje, escrevo essa mensagem com o coração cheio de gratidão. Em um momento mais importante e delicado da minha vida, fui acolhida por uma equipe humana, atenciosa e extremamente preparada", registrou. Ela também destacou que cada profissional envolvido no parto contribuiu para que ela se sentisse segura do início ao fim.
O relato caiu bem dentro de uma instituição que, nos últimos meses, acumulou outros episódios parecidos. Em janeiro de 2026, uma mãe deixou o HC após quase dois meses com trigêmeos internados na UTI Neonatal e declarou: "Chegamos dois e estamos saindo cinco. O sentimento é de gratidão a Deus e a toda a equipe do hospital. Cheguei com meu marido e estou saindo com meus filhos, com minha família completa e todos bem."
Para a diretora-presidente do Maceió Saúde, Camila Porciúncula, mensagens como a de Gabriela confirmam o rumo escolhido pela gestão. Segundo ela, o compromisso da instituição é fortalecer uma cultura de cuidado centrada nas pessoas, com equipes preparadas, processos seguros e uma assistência que respeite cada paciente em sua individualidade. Já a diretora-geral do HC, dra. Célia Fernandes, afirma que "o nascimento de um filho transforma a vida de uma mulher" e que o objetivo é fazer com que cada mãe se sinta acolhida durante toda a permanência na maternidade.
Os números da unidade ajudam a entender o peso do relato. Desde o início das atividades, o Hospital da Cidade já contabiliza mais de 3.500 bebês nascidos, mais de 15.642 atendimentos obstétricos realizados e 3.500 testes do coraçãozinho aplicados em recém-nascidos. Somente nos quatro primeiros meses de 2026, a unidade realizou 856 partos.
O teste do coraçãozinho é um exame essencial para identificar precocemente doenças cardíacas congênitas em recém-nascidos — e sua realização em massa indica o nível de protocolo adotado pela maternidade.
O Hospital da Cidade vem se consolidando como referência para gestantes do SUS, oferecendo assistência humanizada, estrutura completa e atendimento organizado por meio do Mapa de Vinculação da Rede Cegonha. A maternidade funciona como porta aberta, atendendo tanto gestantes de baixo quanto de alto risco, por demanda espontânea ou por meio da regulação.
A unidade conta com 28 leitos obstétricos e três salas de parto humanizado, projetadas para proporcionar um ambiente acolhedor e respeitoso, onde as mães podem vivenciar o nascimento dos filhos de maneira tranquila e personalizada. O HC também dispõe de equipe multiprofissional disponível 24 horas, exames de imagem, cardiotocografia e monitoramento obstétrico contínuo.
A carta de Gabriela não muda protocolos nem altera estatísticas. Mas, num sistema público muitas vezes criticado pela frieza no atendimento, um texto de gratidão escrito por uma mãe poucos dias após o parto diz mais sobre a rotina de uma maternidade do que qualquer relatório de gestão.







