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Saúde

Vítima de assalto que ficou paraplégico recebe tratamento experimental em Salvador

Paulo Araújo é o segundo paciente no estado a receber a enzima polilaminina, que busca regenerar lesões na medula espinhal após um tiro o deixar sem movimentos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
08 de março, 2026 · 15:10 1 min de leitura

Um homem que ficou paraplégico após ser baleado em uma tentativa de assalto se tornou a segunda pessoa na Bahia a receber um tratamento experimental que pode ser uma esperança para lesões na medula. O procedimento com a enzima polilaminina aconteceu na última sexta-feira (6), em um hospital de Salvador.

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O operador de logística Paulo Araújo, de 38 anos, foi atingido por um tiro nas costas em dezembro do ano passado, quando saía do trabalho. O disparo causou uma lesão grave que o deixou sem os movimentos do peito para baixo.

O tratamento, que ainda está em fase de pesquisa, consiste na aplicação da enzima polilaminina diretamente no local da lesão na medula espinhal. A ideia é que a substância ajude na regeneração dos nervos, buscando recuperar funções perdidas.

A aplicação foi feita no Hospital Mater Dei, sendo o primeiro caso do tipo realizado em uma unidade privada do estado. Segundo os médicos, agulhas especiais foram usadas para injetar a enzima em vários pontos da área afetada, para aumentar as chances de sucesso.

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Paulo ficou sabendo da pesquisa através de uma reportagem e correu atrás. Ele entrou em contato com a farmacêutica responsável e, por se encaixar nos critérios do estudo, foi aprovado para receber o tratamento, que tem autorização da Anvisa.

De acordo com a equipe médica, um dos fatores que permitiu a participação de Paulo foi ele ter passado por uma cirurgia para estabilizar a coluna logo nas primeiras 72 horas após o tiro. A aplicação da enzima pode ser feita em até 90 dias depois da lesão.

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