Uma pesquisa recente realizada na Suíça revelou que a tinta de tatuagem pode afetar a imunidade e a eficácia de vacinas. O estudo, publicado na revista PNAS, detectou que os pigmentos usados nas tatuagens não permanecem apenas na pele, mas migram rapidamente para o sistema linfático dos organismos, onde podem causar efeitos adversos.
Os cientistas utilizaram camundongos como modelo e descobriram que os pigmentos alcançam os linfonodos em poucos minutos, acumulando-se por até dois meses. Esse acúmulo resulta na morte de células imunológicas e em uma inflamação prolongada. Os efeitos notáveis incluindo uma diminuição na produção de anticorpos quando a vacina contra COVID-19 foi aplicada em pele tatuada, ao contrário da vacina contra a gripe, que apresentou uma resposta imune aumentada.
Os resultados levantam preocupações significativas, especialmente em um contexto onde aproximadamente 32% dos adultos americanos possuem pelo menos uma tatuagem, segundo pesquisa de 2023. Os pesquisadores destacam a urgência na regulamentação das tintas de tatuagem, que atualmente são menos fiscalizadas em comparação a produtos médicos.
Além disso, estudos complementares sugerem uma correlação entre tatuagens e riscos para a saúde, como um aumento de 21% no risco de linfoma e uma probabilidade 2,7 vezes maior de câncer entre pessoas com tatuagens grandes. Embora os testes tenham sido realizados com animais, a presença de pigmentos em linfonodos humanos já foi documentada, indicando a necessidade de investigações adicionais.
Os especialistas concluem que a regulamentação mais rigorosa dos pigmentos utilizados em tatuagens é imprescindível para proteger a saúde pública e prevenir possíveis complicações futuras.







