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Saúde

Tinta de tatuagem compromete imunidade e eficácia de vacinas

Pesquisa na Suíça indica que a tinta de tatuagem pode diminuir a eficácia de vacinas, gerando preocupações de saúde pública.

Redação ChicoSabeTudo
03 de dezembro, 2025 · 05:45 1 min de leitura
Imagem: Dan Gutu/Shutterstock
Imagem: Dan Gutu/Shutterstock

Uma pesquisa recente realizada na Suíça revelou que a tinta de tatuagem pode afetar a imunidade e a eficácia de vacinas. O estudo, publicado na revista PNAS, detectou que os pigmentos usados nas tatuagens não permanecem apenas na pele, mas migram rapidamente para o sistema linfático dos organismos, onde podem causar efeitos adversos.

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Os cientistas utilizaram camundongos como modelo e descobriram que os pigmentos alcançam os linfonodos em poucos minutos, acumulando-se por até dois meses. Esse acúmulo resulta na morte de células imunológicas e em uma inflamação prolongada. Os efeitos notáveis incluindo uma diminuição na produção de anticorpos quando a vacina contra COVID-19 foi aplicada em pele tatuada, ao contrário da vacina contra a gripe, que apresentou uma resposta imune aumentada.

Os resultados levantam preocupações significativas, especialmente em um contexto onde aproximadamente 32% dos adultos americanos possuem pelo menos uma tatuagem, segundo pesquisa de 2023. Os pesquisadores destacam a urgência na regulamentação das tintas de tatuagem, que atualmente são menos fiscalizadas em comparação a produtos médicos.

Além disso, estudos complementares sugerem uma correlação entre tatuagens e riscos para a saúde, como um aumento de 21% no risco de linfoma e uma probabilidade 2,7 vezes maior de câncer entre pessoas com tatuagens grandes. Embora os testes tenham sido realizados com animais, a presença de pigmentos em linfonodos humanos já foi documentada, indicando a necessidade de investigações adicionais.

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Os especialistas concluem que a regulamentação mais rigorosa dos pigmentos utilizados em tatuagens é imprescindível para proteger a saúde pública e prevenir possíveis complicações futuras.

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