O Sindicato dos Médicos no Estado da Bahia (Sindimed) quebrou o silêncio após a Justiça do Trabalho suspender as eleições da entidade. Em nota oficial, a diretoria negou qualquer irregularidade no pleito que definiria o comando para o período de 2026-2030.
A decisão de interromper a votação partiu da 17ª Vara do Trabalho de Salvador, atendendo a denúncias de manobras e falta de transparência. O sindicato, porém, afirma que as acusações são tentativas de desestabilizar a instituição com informações falsas.
Sobre a escolha da Comissão Eleitoral, um dos pontos mais criticados pela oposição, o Sindimed explicou que a atual gestão apenas exerceu sua prerrogativa. Segundo o órgão, os membros foram sorteados entre médicos inscritos, corrigindo uma prática antiga de usar profissionais de outras áreas.
O clima é de tensão entre as chapas. Enquanto a atual diretoria defende a lisura do processo, a oposição alega que houve inclusão de pessoas mortas na lista de votação e até advogados no lugar de médicos, além da exclusão de profissionais aptos.
Por conta da liminar judicial, todos os atos de votação, apuração e posse previstos para este mês estão paralisados. O Sindimed afirma que vem sofrendo ataques jurídicos há pelo menos 30 dias para impedir a realização da eleição.







