Pacientes renais crônicos internados no Hospital Geral Ernesto Simões Filho (HGESF), em Salvador, denunciam que estão há mais de seis meses aguardando uma vaga para realizar hemodiálise ambulatorial. O grupo gravou um vídeo cobrando providências da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) diante da demora que coloca vidas em risco.
O drama desses pacientes é que, embora já tenham recebido alta médica, eles não podem voltar para casa. Sem vagas em clínicas especializadas para fazer a filtragem do sangue de forma regular, eles continuam ocupando leitos hospitalares apenas para garantir o procedimento básico de sobrevivência.
Uma das pacientes relatou que o maior medo de quem está retido na unidade é a exposição desnecessária ao ambiente hospitalar. Segundo ela, o grupo está bem assistido pela equipe médica, mas o risco de contrair bactérias e infecções generalizadas aumenta a cada dia de internação prolongada.
A Sesab se manifestou sobre o caso informando que o problema não é a falta de assistência no hospital, mas sim a escassez de serviços ambulatoriais na capital baiana. O órgão estadual afirmou que a rede opera no limite da capacidade, atendendo cerca de 10 mil pacientes em todo o estado.
No esclarecimento, o governo estadual jogou a responsabilidade para a gestão municipal. Segundo a Sesab, a ampliação de vagas depende de uma atuação mais efetiva da Prefeitura de Salvador, já que a habilitação de novos serviços de média complexidade é uma atribuição das prefeituras.
Enquanto o impasse entre estado e município continua, os pacientes seguem sem previsão de transferência. O problema é recorrente na Bahia e, desde o ano passado, medidas emergenciais como turnos extras em unidades conveniadas e estímulo à diálise em casa foram prometidas, mas ainda não resolveram a fila de espera.







