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Saúde

Pacientes renais denunciam espera de 6 meses por hemodiálise em Salvador

Mesmo com alta médica, doentes seguem internados em hospital correndo risco de infecção por falta de vagas em clínicas especializadas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
14 de abril, 2026 · 13:29 1 min de leitura

Pacientes renais crônicos internados no Hospital Geral Ernesto Simões Filho (HGESF), em Salvador, denunciam que estão há mais de seis meses aguardando uma vaga para realizar hemodiálise ambulatorial. O grupo gravou um vídeo cobrando providências da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) diante da demora que coloca vidas em risco.

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O drama desses pacientes é que, embora já tenham recebido alta médica, eles não podem voltar para casa. Sem vagas em clínicas especializadas para fazer a filtragem do sangue de forma regular, eles continuam ocupando leitos hospitalares apenas para garantir o procedimento básico de sobrevivência.

Uma das pacientes relatou que o maior medo de quem está retido na unidade é a exposição desnecessária ao ambiente hospitalar. Segundo ela, o grupo está bem assistido pela equipe médica, mas o risco de contrair bactérias e infecções generalizadas aumenta a cada dia de internação prolongada.

A Sesab se manifestou sobre o caso informando que o problema não é a falta de assistência no hospital, mas sim a escassez de serviços ambulatoriais na capital baiana. O órgão estadual afirmou que a rede opera no limite da capacidade, atendendo cerca de 10 mil pacientes em todo o estado.

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No esclarecimento, o governo estadual jogou a responsabilidade para a gestão municipal. Segundo a Sesab, a ampliação de vagas depende de uma atuação mais efetiva da Prefeitura de Salvador, já que a habilitação de novos serviços de média complexidade é uma atribuição das prefeituras.

Enquanto o impasse entre estado e município continua, os pacientes seguem sem previsão de transferência. O problema é recorrente na Bahia e, desde o ano passado, medidas emergenciais como turnos extras em unidades conveniadas e estímulo à diálise em casa foram prometidas, mas ainda não resolveram a fila de espera.

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