A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou nesta sexta-feira (20) a reclassificação de um quadro clínico anteriormente notificado como suspeito de Mpox. Com os novos resultados, a Bahia registra atualmente apenas um caso confirmado da doença.
O diagnóstico recém-descartado pertencia a uma paciente do município de Vitória da Conquista, na região sudoeste do estado. Após análises laboratoriais, a infecção foi confirmada como varicela (catapora). O órgão estadual também pontuou que outras cinco notificações recentes foram avaliadas e descartadas para qualquer doença grave.
Perfil do caso ativo
O único paciente com diagnóstico positivo na Bahia encontra-se em Salvador. Segundo os registros da Secretaria, ele é natural de Osasco (SP) e já chegou à capital baiana apresentando o quadro sintomático, sendo diagnosticado após buscar atendimento na rede de saúde local.
A Sesab ressalta que nenhum dos casos analisados possui relação com o período do carnaval. Além disso, até o momento da publicação deste boletim, a Bahia não registra nenhum óbito associado à infecção por Mpox.
Entenda a Mpox: Transmissão e sintomas
A Mpox é uma infecção causada por um vírus que pertence à mesma família patológica da varíola humana tradicional. A contaminação ocorre de pessoa para pessoa através do contato próximo.
As principais vias de transmissão incluem:
Contato direto: Toque na pele, especialmente em áreas com feridas ou erupções de uma pessoa infectada.
Fluidos corporais: Contato com gotículas respiratórias ou secreções.
Fômites: Compartilhamento de objetos pessoais contaminados, como roupas, toalhas e roupas de cama.
Quadro clínico
Os pacientes infectados podem apresentar uma série de sinais que demandam atenção médica. Os sintomas mais comuns são:
Febre;
Cefaleia (dores de cabeça) e dores musculares;
Sensação de cansaço ou fraqueza;
Linfonodomegalia (inchaço dos nódulos linfáticos, conhecidos como ínguas);
Lesões cutâneas que geralmente começam na região do rosto e se disseminam para o resto do corpo, afetando com frequência as palmas das mãos e as solas dos pés.
Isolamento e tratamento
Ainda não existe um medicamento específico aprovado com foco exclusivo na eliminação do vírus da Mpox. Por isso, o tratamento consiste no manejo clínico, que visa aliviar os sintomas e evitar infecções secundárias nas feridas.
A principal medida de contenção é o isolamento rigoroso do paciente. A pessoa infectada deve permanecer afastada do convívio social até que todas as lesões da pele cicatrizem completamente e as crostas caiam, um processo que pode durar de duas a quatro semanas.







