O quarto Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, divulgado nesta terça-feira, 28, trouxe um cenário de melhora parcial em Sergipe. Quatro municípios foram identificados com alto índice de infestação, 47 com médio risco e 24 com baixo risco — o que corresponde a 5,33%, 62,67% e 32% das 75 cidades do estado, respectivamente.
O estudo é elaborado a partir do trabalho de campo dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) e mede a presença do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya em todo o território sergipano. O índice considerado satisfatório varia de 0 a 0,9; o de médio risco, de 1,0 a 3,9; e o de alto risco corresponde a valores iguais ou superiores a 4,0.
Nesta quarta edição, Frei Paulo, Itabaiana e Nossa Senhora da Glória permaneceram na faixa de alto risco. Já Graccho Cardoso, que havia registrado índice de 1,7 na pesquisa anterior, passou a integrar esse grupo ao alcançar índice de 5,8.
Entre os quatro municípios mais preocupantes, Itabaiana se destaca de forma negativa. Foi o único a permanecer na faixa de alto risco em todos os levantamentos realizados em 2026. Ao longo do ano, o município registrou os índices de 5,1; 4,8; 4,9; e agora 4,4 — o menor valor do período, mas ainda classificado como alto risco.
O 3º LIRAa, divulgado em maio, havia apontado sete municípios em situação crítica. No levantamento mais recente, o número de cidades na faixa de alto risco caiu de sete para quatro, uma redução de 42,9%. Areia Branca, Riachão do Dantas, Ribeirópolis e Simão Dias foram os municípios que saíram da faixa mais arriscada e passaram para o status de médio risco.
O avanço também aparece nos extremos da classificação. Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), os municípios em baixo risco aumentaram de 19 para 24 — crescimento de 26,3% —, enquanto os de médio risco recuaram de 48 para 47.
O cenário em Aracaju também melhorou na margem. O índice geral de infestação da capital caiu de 1,9% para 1,5% no 4º LIRAa municipal, realizado entre os dias 2 e 10 de julho. Com esse resultado, a capital permanece classificada em médio risco para a ocorrência das arboviroses. Os bairros com maior índice de infestação em Aracaju são Dom Luciano (5,9%), Luzia (4,8%) e Suíssa (4,4%).
A prevenção continua sendo a arma mais eficaz. O LIRAa identificou que a maior parte dos focos do Aedes aegypti continua dentro das residências, principalmente em recipientes de armazenamento de água e objetos que acumulam água. A orientação é manter caixas d'água tampadas, limpar calhas e ralos periodicamente, eliminar recipientes que possam acumular água e permitir a entrada dos agentes de combate às endemias durante as visitas domiciliares.
Quem for infectado pelo mosquito pode apresentar febre, dor de cabeça e dores no corpo. Caso haja outros sintomas mais específicos, a orientação é procurar a UBS mais próxima para avaliação médica. A população deve tomar cuidado com a automedicação: anti-inflamatórios e medicamentos com ácido acetilsalicílico são contraindicados para pessoas com dengue, pois podem aumentar o risco de sangramentos e complicações.







