O Ministério da Saúde anunciou uma reorganização no atendimento a pessoas com doença renal crônica dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). A informação foi divulgada nesta sexta-feira (18) e tem como objetivo garantir que o paciente receba assistência em tempo adequado, evitando que a doença avance para estágios mais graves.
A mudança faz parte do programa Agora Tem Especialistas. Segundo a pasta, consultas, exames e procedimentos passam a ser organizados em pacotes chamados Ofertas de Cuidados Integrados, as OCIs. Cada pacote reúne o que o paciente precisa conforme a fase da doença em que está.
De acordo com a Agência Brasil, os valores pagos por esses conjuntos de cuidado chegam a ser 360% maiores do que os praticados antes. Um exemplo citado é o valor pago na etapa de preparação para hemodiálise, que subiu de R$ 940,22 para R$ 3.000,63.
As OCIs devem incluir consultas com especialistas, exames de laboratório e de imagem, além de acompanhamento com equipe multiprofissional. Segundo o Ministério da Saúde, essa organização também pode ajudar a identificar mais cedo pacientes que têm indicação para transplante renal, encaminhando-os para avaliação antes mesmo do início da diálise.
"A iniciativa busca reduzir o tempo entre as diferentes etapas da assistência, garantir acompanhamento contínuo e preparar, no momento adequado, os pacientes que precisam iniciar a terapia renal substitutiva", informou o Ministério da Saúde, segundo o Jeremoabo.com.
Outra mudança anunciada foi a atualização do protocolo clínico usado no tratamento da anemia associada à doença renal crônica. Com isso, dois novos medicamentos passam a estar disponíveis pelo SUS: a carboximaltose férrica e a derisomaltose férrica.
As regras do Sistema Nacional de Transplantes já previam que pacientes em estágio avançado da doença renal, mesmo sem ainda fazer diálise, fossem informados sobre a possibilidade de transplante e tivessem acesso a avaliação especializada. Segundo o ministério, o novo modelo de cuidado reforça esse encaminhamento.
O acesso a consultas e exames especializados no SUS segue organizado por protocolos de regulação, que ficam sob responsabilidade das secretarias estaduais e municipais de saúde. São esses órgãos que definem para quais unidades os pacientes são encaminhados, enquanto o Ministério da Saúde estabelece as normas gerais e autoriza os estabelecimentos aptos a oferecer o tratamento renal.
Até o momento, não foram encontradas informações específicas sobre como a medida vai funcionar em Jeremoabo ou em municípios vizinhos, como Paulo Afonso. O material divulgado até aqui trata da organização do cuidado em nível nacional, com a execução dependendo da estrutura de cada estado e município.
O tema já vinha sendo discutido pelo Ministério da Saúde em uma Câmara Técnica sobre atenção à pessoa com doença renal, criada para debater desafios da área com gestores e especialistas do SUS.







