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Saúde

Salvador terá base do SUS para enfrentar El Niño forte até 2027

Ministério reforça ações no Nordeste com centro climático e resposta rápida em Salvador

Redação ChicoSabeTudo
19 de setembro, 2026 · 15:30 2 min de leitura

O Ministério da Saúde apresentou, em 16 de setembro de 2026, um plano de preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) para o Nordeste diante dos impactos do El Niño. A pasta informou que o fenômeno está em nível forte, com chance de chegar a "muito forte" em setembro, e deve durar até março de 2027, agravando estiagem e calor na região.

Salvador é uma das cidades que recebem estrutura de resposta federal. A capital baiana conta com uma base da Força Nacional do SUS (FN-SUS), e outras duas unidades estão previstas para Recife e Fortaleza. Segundo o Ministério da Saúde, essas bases permitem resposta a emergências em saúde em até 12 horas.

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Salvador também tem um Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC), estrutura que também existe em Fortaleza. Os centros monitoram temperaturas extremas e níveis de estiagem para orientar gestores locais na tomada de decisões.

De acordo com o ministério, as estruturas apoiam ações como envio antecipado de medicamentos, elaboração de mapas de calor extremo, instalação de zonas de resfriamento em Unidades Básicas de Saúde (UBS), emissão de alertas e boletins, e qualificação de equipes.

Em nível nacional, o Nordeste já recebeu mais de 968 UBS resilientes, entregues ou em construção, no âmbito do Novo PAC. A região também foi contemplada com 1,7 mil ambulâncias do SAMU, 77 soluções de água potável em áreas indígenas e 18,7 mil cisternas, segundo dados do Ministério da Saúde.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a adaptação climática é urgente. "É urgente avançar na adaptação climática porque as mudanças do clima estão afetando a saúde e levando pessoas à morte. A preparação é baseada na ciência e respeita os princípios do SUS", disse.

Entre os riscos previstos com a estiagem e o calor extremo estão insegurança hídrica, diarreia, doenças cardiorrespiratórias ligadas à qualidade do ar, insegurança alimentar, desnutrição e aumento da proliferação da dengue.

O programa federal Saúde Clima AdaptaSUS prevê R$ 9,8 bilhões em investimentos para resiliência climática até 2035, distribuídos em 27 metas e 93 ações, segundo informações apresentadas na coletiva do ministério.

O governo do Estado da Bahia também afirma vir ampliando sua capacidade de vigilância e resposta a emergências em saúde pública associadas a desastres climáticos, com ações articuladas às iniciativas federais no Nordeste.

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