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Saúde

Regiões cerebrais afetadas pela esquizofrenia são mapeadas

Estudo revela áreas do cérebro com danos estruturais em pacientes com esquizofrenia, permitindo novas estratégias de tratamento.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
27 de novembro, 2025 · 04:03 1 min de leitura
Pesquisas recentes sugerem que muitos transtornos psiquiátricos surgem primeiro como alterações localizadas no cérebro e, depois, se expandem para outras áreas por meio de redes de conectividade (Imagem: sfam_photo/Shutterstock)
Pesquisas recentes sugerem que muitos transtornos psiquiátricos surgem primeiro como alterações localizadas no cérebro e, depois, se expandem para outras áreas por meio de redes de conectividade (Imagem: sfam_photo/Shutterstock)

Cientistas da Universidade de Sevilha, na Espanha, mapearam regiões do cérebro que podem ser responsáveis por danos estruturais em pessoas diagnosticadas com transtornos do espectro da esquizofrenia (TEE). A pesquisa, publicada na revista Nature Communications, destaca essas áreas como os primeiros pontos de alteração morfológica, em comparação com indivíduos neurotípicos da mesma faixa etária e sexo.

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Os achados mostram reduções significativas na similaridade estrutural entre áreas dos lobos temporais, cingulado e insular, que desempenham papéis cruciais em funções cognitivas e emocionais. Os pesquisadores utilizaram redes baseadas na Divergência Inversa Morfométrica (MIND) para avaliar a semelhança morfológica entre regiões do cérebro por meio de ressonância magnética. Um menor valor de MIND indica uma maior desconexão estrutural.

A pesquisa analisou dados de 195 indivíduos neurotípicos e 352 pessoas com TEE. Os resultados revelaram que os participantes com a condição apresentaram quedas mais acentuadas na similaridade estrutural em áreas associativas de ordem superior, que se desenvolvem mais tardiamente e são essenciais para funções cognitivas complexas. Essas alterações foram mais pronunciadas entre aqueles com quadro clínico mais severo.

Adicionalmente, os pesquisadores correlacionaram 46 características neurobiológicas com as regiões afetadas, como a presença elevada de astrócitos e alterações em neurotransmissores, incluindo dopamina e serotonina. Segundo os autores, os resultados abrem novas possibilidades para a identificação de biomarcadores estruturais e o desenvolvimento de estratégias de tratamento personalizadas para a esquizofrenia.

Implicações futuras

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O mapeamento das alterações iniciais no cérebro pode contribuir para um melhor entendimento das dinâmicas por trás dos transtornos psiquiátricos e possibilitar intervenções mais eficazes. Os pesquisadores planejam continuar investigando as relações entre as alterações estruturais e os sintomas clínicos, visando melhorar as abordagens terapêuticas e diagnósticas neste campo.

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