O ano de 2025 trouxe despedidas dolorosas para o universo da cultura, com a partida de artistas e personalidades que deixaram marcas profundas na música, no jornalismo, no cinema e na fotografia. Do Brasil ao mundo, nomes como Preta Gil, o ícone do reggae Jimmy Cliff, o sambista Arlindo Cruz e a jornalista Wanda Chase nos deixaram, marcando um período de luto e reflexão sobre seus legados.
As perdas atingiram diversos setores e gerações, deixando fãs e colegas de trabalho com o coração apertado. Relembramos, com carinho, aqueles que se foram em 2025.
Adeus a vozes e ritmos que ecoam para sempre
Uma das notícias que mais comoveu o país foi o adeus a Preta Gil. A cantora e empresária, filha de Gilberto Gil, morreu em julho, aos 50 anos, em Nova York, nos Estados Unidos. Ela não resistiu às complicações de um câncer colorretal, uma luta que vinha travando há anos e que emocionou a muitos. Preta tentava voltar para o Brasil, mas a doença se agravou.
O samba perdeu um de seus maiores mestres com a morte de Arlindo Cruz. O sambista nos deixou em 8 de agosto, no Rio de Janeiro, aos 66 anos. A causa foi falência múltipla de órgãos, consequência das sérias complicações que ele enfrentava desde um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico em 2017. Arlindo foi um pilar do gênero, com composições que embalaram gerações.
A música brasileira também se despediu de outros talentos. Em setembro, a cantora e compositora Angela Ro Ro morreu no Rio de Janeiro, aos 75 anos, devido a uma infecção pulmonar grave. No mesmo mês, o multi-instrumentista alagoano Hermeto Pascoal nos deixou aos 89 anos, também no Rio. Ele estava internado e sua morte foi causada por falência múltipla de órgãos, resultado de uma fibrose pulmonar avançada.
O Clube da Esquina perdeu um de seus pilares em novembro, quando Lô Borges morreu em Belo Horizonte, aos 73 anos. Ele estava internado desde outubro e sua morte foi por falência múltipla de órgãos, após uma intoxicação medicamentosa acidental. Ainda em novembro, o cantor, compositor e ator Jards Macalé morreu no Rio de Janeiro, aos 82 anos, após complicações como enfisema pulmonar, broncopneumonia, choque séptico e insuficiência renal, que levaram a uma parada cardíaca.
A Bahia se despede de seus grandes nomes
A Bahia sentiu perdas importantes no início de 2025. Em janeiro, o músico e compositor Carlos Pitta, autor da icônica 'Cometa Mamembe', que unia Carnaval e São João, morreu em Salvador, aos 69 anos. Ele estava internado e a causa foram complicações do diabetes. Pitta também é lembrado por ter descoberto talentos como Ivete Sangalo.
Pouco depois do Carnaval, o jornalismo baiano perdeu uma de suas maiores referências: Wanda Chase. A jornalista morreu aos 74 anos, em decorrência de complicações durante uma cirurgia de emergência para tratar um aneurisma dissecante da aorta, agravado por infecções urinária e intestinal.
Estrelas internacionais que brilharam e se foram
Internacionalmente, o ano também foi marcado por adeus impactantes. O lendário cantor jamaicano Jimmy Cliff, um dos maiores nomes do reggae mundial, morreu em 24 de novembro, aos 81 anos, em Kingston, na Jamaica. Sua esposa informou que a causa da morte foi uma convulsão seguida de pneumonia. Cliff tinha uma forte ligação com Salvador e era adorado pelos brasileiros.
Em julho, o rock perdeu uma de suas maiores vozes: Ozzy Osbourne. O vocalista britânico do Black Sabbath morreu aos 76 anos, em sua casa na Inglaterra, vítima de um infarto agudo do miocárdio e uma parada cardíaca.
Já no final do ano, em 28 de dezembro, a fundação que leva seu nome confirmou a morte da atriz e ativista Brigitte Bardot, aos 91 anos. Ícone do cinema e símbolo sexual das décadas de 1950 e 1960, a causa de sua morte não foi divulgada.
Grandes nomes do Brasil que deixam saudades
A teledramaturgia brasileira perdeu um de seus maiores nomes em junho, com a morte do ator Francisco Cuoco, aos 91 anos, em São Paulo. Ele estava internado há 20 dias tratando problemas de saúde relacionados à idade avançada, incluindo dificuldades respiratórias, e morreu por falência múltipla dos órgãos.
Em maio, o mundo da fotografia e do ambientalismo se despediu de Sebastião Salgado, aos 81 anos, em Paris. Ele morreu vítima de uma leucemia grave, complicação de uma malária que contraiu em 2010.
As memórias e as obras desses grandes nomes continuarão a inspirar e a emocionar por muitas gerações, mantendo viva a chama da arte e da cultura que eles tanto enriqueceram.







