A ciência finalmente encontrou uma resposta para uma dúvida comum nos consultórios: por que as famosas "canetas emagrecedoras" funcionam tão bem para alguns e causam tanto mal-estar em outros? Um estudo recente publicado na revista Nature revelou que o segredo está no DNA de cada paciente.
A pesquisa, que analisou dados de quase 28 mil pessoas, mostrou que variações genéticas determinam como o corpo recebe substâncias como a semaglutida (Ozempic) e a tirzepatida (Mounjaro). Enquanto alguns usuários perdem mais de 20% do peso, cerca de 10% dos pacientes não conseguem eliminar nem 5% da gordura corporal.
O estudo focou nos genes responsáveis por criar os "receptores" no corpo, que funcionam como fechaduras onde o remédio se encaixa. Pequenas alterações nessas informações genéticas podem fazer com que o medicamento tenha mais efeito ou, em casos específicos, aumente em até 15 vezes a chance de a pessoa sofrer com vômitos severos.
Apesar da descoberta, os cientistas alertam que a genética explica apenas 25% da variação dos resultados. O restante do sucesso depende de fatores como idade, sexo e o tempo de uso da medicação. Mulheres, jovens e pessoas que não possuem diabetes tipo 2 costumam ter resultados mais rápidos com o tratamento.
No futuro, a expectativa é que médicos possam solicitar testes de saliva antes de prescrever a receita. Com isso, será possível saber exatamente qual caneta é a mais indicada para cada organismo, evitando que o paciente gaste dinheiro com um remédio que não fará efeito ou que causará intolerância gástrica.
Por enquanto, a orientação segue sendo o acompanhamento médico rigoroso, já que as doses e o estilo de vida continuam sendo os pilares principais para quem busca perder peso com saúde utilizando essas novas tecnologias farmacêuticas.







