Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Saúde

Novo exame de sangue pode identificar risco de demência com 25 anos de antecedência

Cientistas descobrem que proteína específica no sangue serve como alerta precoce para o Alzheimer antes mesmo dos primeiros esquecimentos

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
26 de março, 2026 · 20:19 1 min de leitura

Um avanço na medicina pode mudar a forma como lidamos com o envelhecimento: um novo exame de sangue é capaz de prever o risco de demência até 25 anos antes de qualquer sintoma aparecer. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

Publicidade

O segredo está em uma proteína chamada p-tau217. Os cientistas descobriram que, quando os níveis dessa substância estão altos no sangue, as chances de a pessoa desenvolver problemas graves de memória e cognição no futuro são muito maiores. Essa proteína funciona como um termômetro precoce de danos no cérebro.

O estudo acompanhou mais de 2.700 mulheres ao longo de décadas. Aquelas que apresentaram níveis elevados da proteína no início da pesquisa tiveram um risco até sete vezes maior de desenvolver a doença de Alzheimer ou outros tipos de comprometimento mental anos depois.

Na prática, isso significa que a demência não surge do dia para o noite. As alterações nas células cerebrais começam muito antes de o paciente começar a esquecer nomes ou datas importantes. Identificar o problema cedo dá aos médicos e pacientes uma janela de tempo preciosa para agir.

Publicidade

Com esse diagnóstico antecipado, profissionais de saúde podem sugerir mudanças no estilo de vida e monitorar a saúde cerebral de perto, tentando retardar o avanço da doença. É uma estratégia de prevenção que foca em proteger o cérebro antes que o estrago seja irreversível.

Além da proteína, o estudo reforçou que outros fatores também pesam na balança, como a idade e a genética. A conexão entre o marcador no sangue e a doença se mostrou ainda mais forte em pessoas acima dos 70 anos.

Leia também