Um avanço na medicina pode mudar a forma como lidamos com o envelhecimento: um novo exame de sangue é capaz de prever o risco de demência até 25 anos antes de qualquer sintoma aparecer. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
O segredo está em uma proteína chamada p-tau217. Os cientistas descobriram que, quando os níveis dessa substância estão altos no sangue, as chances de a pessoa desenvolver problemas graves de memória e cognição no futuro são muito maiores. Essa proteína funciona como um termômetro precoce de danos no cérebro.
O estudo acompanhou mais de 2.700 mulheres ao longo de décadas. Aquelas que apresentaram níveis elevados da proteína no início da pesquisa tiveram um risco até sete vezes maior de desenvolver a doença de Alzheimer ou outros tipos de comprometimento mental anos depois.
Na prática, isso significa que a demência não surge do dia para o noite. As alterações nas células cerebrais começam muito antes de o paciente começar a esquecer nomes ou datas importantes. Identificar o problema cedo dá aos médicos e pacientes uma janela de tempo preciosa para agir.
Com esse diagnóstico antecipado, profissionais de saúde podem sugerir mudanças no estilo de vida e monitorar a saúde cerebral de perto, tentando retardar o avanço da doença. É uma estratégia de prevenção que foca em proteger o cérebro antes que o estrago seja irreversível.
Além da proteína, o estudo reforçou que outros fatores também pesam na balança, como a idade e a genética. A conexão entre o marcador no sangue e a doença se mostrou ainda mais forte em pessoas acima dos 70 anos.







