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Saúde

Governo da Bahia barra novos contratos com IGH e inicia processo para expulsar OS da gestão pública

Decisão válida por 90 dias pode impedir permanentemente o instituto de gerir hospitais e unidades de saúde no estado.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
26 de março, 2026 · 19:23 1 min de leitura

O Governo da Bahia decidiu endurecer o jogo contra o Instituto de Gestão e Humanização (IGH). A partir desta quinta-feira (26), a Secretaria da Administração Estadual (Saeb) proibiu a assinatura de qualquer novo contrato com a organização pelos próximos 90 dias.

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A medida vai além da suspensão temporária. O Estado abriu um processo administrativo para retirar em definitivo o título de Organização Social (OS) da entidade. Se isso acontecer, o IGH fica proibido de participar de licitações e não poderá mais administrar nenhuma unidade de saúde pública na Bahia.

A decisão foi baseada em relatórios técnicos da Secretaria da Saúde (Sesab) e pareceres da Procuradoria-Geral do Estado. O conselho que fiscaliza as OSs recomendou a punição após uma série de problemas acumulados pela instituição em diversas unidades.

O histórico do IGH é marcado por polêmicas. Em 2024, uma sindicância foi aberta para apurar calotes em direitos trabalhistas de enfermeiros. Na Maternidade Professor José Maria de Magalhães Netto, médicos chegaram a ficar dois meses sem salário, o que gerou pedidos de demissão em massa.

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Além da falta de pagamentos, a estrutura física das unidades também apresentou falhas graves. Houve denúncias de ar-condicionado quebrado em UTIs e centros cirúrgicos, obrigando o uso de aparelhos improvisados em locais onde bebês e pacientes graves eram atendidos.

No ano passado, o instituto já havia perdido o contrato do Hospital Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro. Na época, a Sesab identificou falta de medicamentos, atraso em cirurgias e incapacidade da empresa em manter o atendimento básico diante da lotação da unidade.

Agora, o processo de desqualificação passará por análise jurídica final. Até lá, o IGH segue na mira das autoridades baianas, sob risco de ser declarado inidôneo e banido definitivamente da gestão hospitalar no estado.

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