Uma nova esperança para quem luta contra o câncer na rede pública. O Senado aprovou uma lei que promete acelerar a chegada da imunoterapia no SUS. O tratamento é um dos mais modernos que existem e agora o projeto só depende da sanção do presidente Lula para virar realidade.
Diferente da quimioterapia, que ataca tanto as células doentes quanto as sadias, a imunoterapia funciona como um treinamento para o sistema de defesa do próprio corpo. Ela ensina o organismo a reconhecer e destruir as células do câncer de forma mais inteligente e com menos efeitos colaterais.
A nova lei determina que, se a imunoterapia for comprovadamente melhor que os tratamentos atuais, sua inclusão no SUS será mais rápida. Hoje, a espera por uma nova medicação pode levar mais de 180 dias, um tempo que muitos pacientes simplesmente não têm.
O grande problema, no entanto, é o preço. No sistema particular, um tratamento com imunoterapia pode custar de R$ 25 mil a mais de R$ 100 mil por mês. Esse custo altíssimo cria uma barreira enorme para o acesso na rede pública.
Especialistas alertam que não basta aprovar a lei no papel. O governo precisa garantir que os hospitais, como os que atendem a população de Paulo Afonso e região, recebam o dinheiro necessário para comprar esses medicamentos caros. Sem isso, a lei não sai do papel.
A aprovação do projeto é um passo gigante e uma vitória para os pacientes. Agora, a luta é para que o financiamento acompanhe a lei, garantindo que essa esperança se transforme em tratamento de verdade na ponta, para quem mais precisa.







