Ao menos 31 idosos denunciam a perda da visão após participarem de um mutirão oftalmológico em uma clínica na cidade de Irecê, no Centro Norte da Bahia. Os procedimentos foram realizados entre o final de fevereiro e o início de março na Clínica Ceom, através do Sistema Único de Saúde (SUS).
As complicações surgiram após a aplicação de medicamentos antiangiogênicos, voltados para o tratamento de doenças oculares. Além dos relatos de cegueira, um dos pacientes, identificado como Gilberto Pontes, faleceu na última terça-feira (31), embora ainda não exista confirmação oficial ligando o óbito ao procedimento.
A defesa de parte das vítimas afirma que a clínica está dificultando o acesso aos prontuários médicos. Sem esses documentos, as famílias encontram barreiras para entender o que causou as lesões e para buscar tratamentos corretivos em outras unidades de saúde.
Em nota divulgada logo após o mutirão, a clínica admitiu que 24 pacientes sofreram intercorrências, alegando que a maioria já teria recebido alta. No entanto, o número de denunciantes subiu para 31, e muitos pacientes ainda buscam respostas sobre a gravidade do quadro clínico.
Advogados que acompanham o caso orientaram que todos os afetados busquem avaliações médicas independentes para diagnosticar as consequências reais das aplicações. O objetivo é garantir provas para as investigações que devem apurar a responsabilidade da unidade de saúde.
Até o momento, os responsáveis médicos pela clínica não se pronunciaram oficialmente sobre as novas denúncias de cegueira e a morte do paciente. O espaço segue aberto para esclarecimentos sobre as condições sanitárias e técnicas do mutirão realizado.







