A Secretaria de Saúde de Maceió (SMS) realizou, na manhã desta quarta-feira (1º), um mutirão de atendimentos no Campo da Cerâmica, no bairro do Tabuleiro do Martins, na capital alagoana. A iniciativa reuniu os programas Olhar da Gente e Saúde da Gente para levar serviços de saúde gratuitos diretamente à população da região.
Segundo informações divulgadas pela SMS, os moradores puderam acessar triagem para cirurgias de catarata, vacinação, aferição de pressão arterial e verificação de glicemia. A lógica da ação é reduzir barreiras de acesso: em vez de o cidadão se deslocar até uma unidade de saúde, os serviços vão até ele.
Para o supervisor do Saúde da Gente, Edvaldo Almeida, a estratégia tem como objetivo ampliar o acesso a serviços especializados e agilizar o encaminhamento para procedimentos cirúrgicos. Segundo ele, "quando levamos esses serviços para mais perto das comunidades, conseguimos ampliar o cuidado e garantir mais qualidade de vida para a população".
Desde que foi lançado, o programa Olhar da Gente acumula, segundo informações da SMS, mais de 13 mil triagens oftalmológicas e mais de 10 mil cirurgias de catarata realizadas. Os procedimentos são realizados no Hospital da Cidade (HC), fortalecendo a assistência especializada à população.
Na capital, o acesso ao programa é facilitado pelas clínicas itinerantes do Saúde da Gente, que percorrem os bairros com permanência de até 15 dias por localidade. Durante as triagens realizadas nos próprios bairros, os usuários passam por exames laboratoriais, eletrocardiograma e avaliação oftalmológica completa, garantindo que estejam aptos ao procedimento.
Quem precisa operar já sai com a cirurgia agendada para a semana seguinte no Hospital da Cidade, considerado o mais moderno e equipado hospital público de Alagoas. Além da realização da cirurgia, os pacientes recebem acompanhamento pós-operatório, óculos escuros e colírios, assegurando uma recuperação segura e confortável.
O contexto nacional justifica a urgência desse tipo de ação. A catarata é a principal causa de cegueira reversível no Brasil e, de acordo com o Censo Oftalmológico do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), cerca de 70% das cidades brasileiras não contam com um oftalmologista, realidade que dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.
O último Censo Demográfico do IBGE revelou que, no Brasil, aproximadamente 7,9 milhões de pessoas têm a visão prejudicada, sendo que a maioria dos casos poderiam ser evitados ou podem ser tratados. Para a Secretaria de Saúde de Maceió, ações itinerantes como a do Tabuleiro do Martins são parte da resposta a esse cenário — levando diagnóstico, prevenção e encaminhamento cirúrgico a quem mais precisa.







