A Sociedade Brasileira de Urologia e outras três entidades médicas publicaram uma nota oficial nesta quarta-feira (25) para desmentir boatos que circulam nas redes sociais sobre uma suposta "epidemia de micropênis" entre crianças no Brasil.
O alerta dos especialistas surge após vídeos de influenciadores digitais sugerirem que uma geração inteira estaria sendo afetada pela condição. Alguns conteúdos chegaram a incentivar que pais meçam o órgão genital dos filhos em casa, prática que não é recomendada pelos médicos.
Segundo as entidades, o micropênis é uma condição clínica considerada rara. O diagnóstico não pode ser feito de forma amadora, exigindo uma avaliação complexa realizada por uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde.
Os médicos demonstraram preocupação com o uso indiscriminado de substâncias como a testosterona em crianças. O uso desses hormônios sem necessidade real pode causar danos graves e irreversíveis, como a infertilidade e problemas no crescimento.
A orientação para os pais de Paulo Afonso e região é ignorar promessas milagrosas ou anúncios alarmistas encontrados na internet. Caso haja qualquer dúvida sobre o desenvolvimento da criança, o caminho correto é procurar um pediatra ou urologista.
Além da SBU, assinam o documento a Sociedade Brasileira de Pediatria, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica.







