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Saúde

Gordura visceral e hepática ligada ao espessamento das carótidas

Estudo com 33 mil adultos associa gordura visceral e hepática ao espessamento e obstrução das artérias carótidas, mesmo após ajuste pelo IMC.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
21 de outubro, 2025 · 10:06 2 min de leitura
(Imagem: Africa Studio/Shutterstock)
(Imagem: Africa Studio/Shutterstock)

Muita gordura pode estar escondida sob a pele — e isso faz diferença para as artérias que levam sangue ao cérebro.

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Um estudo da Universidade McMaster, do Canadá, analisou exames de ressonância magnética e dados clínicos de mais de 33 mil adultos no Canadá e no Reino Unido e encontrou ligação entre a presença de gordura visceral e no fígado e o espessamento e a obstrução das artérias carótidas. O trabalho foi publicado na revista Communications Medicine.

O curioso é que essa associação permaneceu mesmo depois de os pesquisadores ajustarem os resultados para fatores tradicionais de risco — como colesterol, pressão arterial e hábitos de vida — ou seja, a distribuição da gordura parece ter impacto independente do Índice de Massa Corporal (IMC).

Já pensou como duas pessoas com o mesmo peso podem ter riscos muito diferentes? Os autores comparam isso a duas camisetas do mesmo tamanho que vestem de maneira distinta: o número na etiqueta não diz tudo sobre onde a roupa aperta.

Como a gordura age

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A gordura visceral e a do fígado não são apenas depósito de energia; são metabolicamente ativas e podem estimular processos inflamatórios que danificam as paredes das artérias. No caso do fígado, o acúmulo de gordura também está relacionado a um quadro inflamatório que pode evoluir para doenças hepáticas mais graves.

O que os pesquisadores sugerem

  • Ir além do IMC e considerar exames de imagem que mostrem a distribuição da gordura;
  • Dar atenção especial a adultos de meia-idade, quando esses acúmulos tendem a aparecer;
  • Ajustar programas locais de prevenção — por exemplo, em municípios como Paulo Afonso, na Bahia — e em políticas nacionais, para identificar riscos que o peso sozinho não revela.

Segundo os autores, incluir medidas de imagem na rotina clínica poderia orientar ações de prevenção mais precisas e identificar pessoas em risco que passariam despercebidas em avaliações centradas só no peso.

Em resumo: mais do que o quanto alguém pesa, importa onde a gordura se acumula — e os protocolos e políticas de prevenção podem precisar ser atualizados para levar isso em conta.

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