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Saúde

Três mortes por febre maculosa em Salto (SP); parque interditado

Salto (SP) registrou três mortes por febre maculosa; Parque de Lavras foi interditado e equipes municipais intensificam prevenção e vistorias.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
21 de outubro, 2025 · 09:08 2 min de leitura
Tratamento está disponível no SUS com antibiótico específico (Imagem: MariaOgrzewalska/iStock)
Tratamento está disponível no SUS com antibiótico específico (Imagem: MariaOgrzewalska/iStock)

A cidade de Salto (SP) confirmou a morte de três pessoas por febre maculosa. Em razão dos casos, o Parque de Lavras foi interditado temporariamente por determinação do Centro de Vigilância Epidemiológica Estadual.

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Duas das vítimas costumavam frequentar o parque; o terceiro caso foi registrado em uma propriedade particular no município. Desde então, a Secretaria do Meio Ambiente de Salto passou a monitorar os locais suspeitos e a intensificar ações de prevenção em áreas públicas.

Medidas adotadas

As equipes municipais aplicaram carrapaticida biológico e utilizaram fungos naturais em pontos públicos, instalaram placas de alerta em locais estratégicos e fizeram vistorias. Agentes também orientaram moradores sobre cuidados em áreas de mata, trilhas e margens de rios.

O que é a febre maculosa?

A doença é causada por bactérias do gênero Rickettsia, transmitidas pela picada de carrapatos. No Brasil, duas espécies já foram associadas a casos humanos: Rickettsia rickettsii, que provoca a chamada Febre Maculosa Brasileira e tem registros no norte do Paraná e em estados do Sudeste; e Rickettsia parkeri, identificada em áreas de Mata Atlântica com ocorrências no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará e Bahia.

Como se proteger?

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O que você pode fazer para reduzir o risco? Algumas medidas simples ajudam muito:

  • evitar caminhar ou sentar em locais com vegetação alta;
  • usar roupas claras, calças compridas e botas, com as barras das calças por dentro das meias;
  • aplicar repelentes indicados para carrapatos;
  • inspecionar o corpo e as roupas ao voltar de áreas com mato;
  • remover carrapatos presos à pele com uma pinça, puxando com cuidado e firmeza, sem apertar; depois lave o local com álcool ou água e sabão e, se possível, leve o carrapato para análise.

Sintomas e atendimento

Os sinais mais comuns incluem febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, dores musculares e vermelhidão ou inchaço nas palmas das mãos e solas dos pés. Em casos graves, podem ocorrer lesões nas extremidades, paralisia e insuficiência respiratória.

Ao procurar atendimento, informe sempre se esteve recentemente em trilhas, chácaras, margens de rios ou outras áreas com vegetação — mesmo que não tenha visto carrapatos. Nos primeiros dias, os sintomas podem parecer com os de outras doenças, o que dificulta o diagnóstico.

O tratamento específico é oferecido pelo SUS e envolve antibiótico adequado. O esquema recomendado é de sete dias, mantendo a medicação por três dias após o fim da febre; em casos graves, pode ser necessária internação. As autoridades alertam que atrasos ou falta de tratamento aumentam o risco de agravamento.

As ações de prevenção e o monitoramento seguem em andamento: o Parque de Lavras permanece temporariamente interditado por determinação estadual, e as equipes municipais continuam as vistorias e as orientações à população enquanto investigações e avaliações dos locais suspeitos prosseguem.

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