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Saúde

Enxame alojado no forro de casa ataca moradores e deixa idosa internada em Riachão do Jacuípe

Brigada voluntária precisou vestir vítima com roupa de apicultor para resgatá-la com segurança; município registrou 72 remoções de enxames nos dois primeiros meses do ano.

Redação ChicoSabeTudo
29 de junho, 2026 · 10:05 3 min de leitura
Equipe da Brigada Voluntária Anjos Jacuipenses com equipamentos de proteção durante contenção de enxame de abelhas em residência de Riachão do Jacuípe
Equipe da Brigada Voluntária Anjos Jacuipenses com equipamentos de proteção durante contenção de enxame de abelhas em residência de Riachão do Jacuípe

Uma idosa precisou ser internada em estado grave no Hospital Municipal de Riachão do Jacuípe, no interior da Bahia, depois de ser atacada por um enxame de abelhas dentro da própria residência, no bairro Alto do Cruzeiro. O caso aconteceu na manhã do último domingo (28). Outras duas pessoas também foram picadas, mas receberam atendimento no local e não precisaram de hospitalização.

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Segundo o comandante da Brigada Voluntária Anjos Jacuipenses, Lucival Souza, as abelhas estavam alojadas no forro da residência em uma área externa. A colônia se voltou primeiro contra a idosa, que observava ovelhas nas proximidades, e depois atingiu outros moradores. A esposa de um morador chegou a ficar presa dentro de casa, e a equipe precisou vesti-la com uma roupa de apicultor para conseguir retirá-la com segurança.

Quando os socorristas chegaram ao local, encontraram dois moradores com diversas picadas e receberam a informação de que uma mulher já havia sido socorrida às pressas por familiares e encaminhada ao Hospital Municipal de Riachão do Jacuípe em estado considerado grave. Segundo informações divulgadas pela Brigada ao g1, a vítima sofreu mais de 20 picadas e apresentava quadro clínico delicado. A idade não foi informada.

A equipe voluntária foi acionada por volta das 10h40 e encerrou a operação às 13h, com o apoio de um apicultor da região, que auxiliou na contenção do enxame para eliminar os riscos no local.

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O episódio se insere em um cenário preocupante para o município. Segundo dados divulgados pela própria Brigada Anjos Jacuipenses ao g1, casos envolvendo enxames de abelhas são comuns em Riachão do Jacuípe, e esse tipo de ocorrência figura entre as principais demandas atendidas pela equipe no município, que registra um dos maiores índices de chamados para retirada de colmeias na região. Nos dois primeiros meses de 2026, segundo a brigada, foram realizadas 72 remoções de enxames na área — e somente no mês corrente outras duas colmeias foram retiradas de residências, sem registro de feridos.

Os atendimentos acontecem tanto na zona urbana quanto na zona rural, sem um período específico do ano, exigindo atuação constante dos voluntários para preservar a segurança da população. O cenário reflete uma tendência nacional: dados do painel epidemiológico do Ministério da Saúde indicam que 34.260 pessoas registraram episódios envolvendo ataque de abelhas no país em 2024, sendo 117 óbitos — crescimento de 82% no total de notificações em comparação a 2020.

Especialistas apontam que a presença crescente de enxames em áreas urbanas está ligada à redução de recursos no habitat natural dos insetos. A compreensão é de que as abelhas vão para os centros urbanos porque em seu habitat natural não há recurso suficiente para manter o enxame. Ao visualizar um enxame, nunca se deve jograr pedra ou tentar atacá-lo; o recomendado é se afastar e procurar uma pessoa capacitada, como o Corpo de Bombeiros ou apicultores da região.

Em casos de ataque em andamento, a orientação das autoridades é manter distância, afastando-se ao máximo das abelhas, e ligar diretamente para o 193, número do Corpo de Bombeiros. Os sintomas de anafilaxia incluem manchas avermelhadas na pele, dificuldade para respirar, inchaço em mucosas, dor abdominal forte, desmaio e vômito — quadro que exige socorro imediato, especialmente no caso de idosos e pessoas alérgicas.

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