Uma dor no calcanhar que dura mais de duas semanas merece avaliação profissional, segundo orientação publicada pelo Tua Saúde. A página também recomenda procurar atendimento se o incômodo piorar ou vier acompanhado de outros sinais, sem esperar o fim desse período.
Entre os sinais estão dificuldade para caminhar normalmente, inchaço, vermelhidão ou calor no calcanhar ou no tornozelo. Dormência, formigamento e sensação de choque que se espalha pela sola do pé também justificam atenção, assim como dor após queda, torção ou impacto no calcanhar.
Pessoas com histórico de diabetes, artrite ou doenças reumáticas em atividade também devem considerar a avaliação especializada, de acordo com a publicação. A orientação é buscar medicina esportiva ou ortopedia para investigar a origem do problema.
O Tua Saúde aponta a fascite plantar como a causa mais frequente de dor no calcanhar. A condição afeta a fáscia plantar, faixa de tecido que sustenta o arco do pé e liga o osso do calcanhar à base dos dedos. Microlesões por sobrecarga podem provocar dor ao apoiar o peso do corpo.
O diagnóstico, porém, não deve ser presumido: esporão de calcâneo, tendinite do tendão de Aquiles e fratura por estresse estão entre outras causas possíveis. A página também cita bursite e alterações nervosas.
Segundo a publicação, o tratamento costuma começar com medidas conservadoras e, na maioria dos casos, não exige cirurgia. Repouso, gelo e alongamento podem aliviar o desconforto, mas o plano de reabilitação deve ser definido conforme cada caso.
O Tua Saúde relata ainda que um estudo publicado no Journal of Bone and Joint Surgery observou melhora da dor e da função em pacientes com fascite plantar crônica que fizeram alongamento direcionado à fáscia, com benefícios mantidos após dois anos. A página ressalta que ainda não há conclusão definitiva sobre qual exercício é mais eficaz.
As informações não substituem uma avaliação médica.







