Última hora
Publicidade
PMPA - 6175
Saúde

Dom Luciano, Luzia e Suíssa lideram risco de dengue em Aracaju, aponta levantamento de julho

Índice geral da capital sergipana caiu de 1,9% para 1,5%, mas três bairros ainda registram níveis elevados, suficientes para desencadear surtos de dengue, zika e chikungunya.

Redação ChicoSabeTudo
25 de julho, 2026 · 09:25 2 min de leitura
Agente de saúde realizando vistoria em residência para combate ao Aedes aegypti
Agente de saúde realizando vistoria em residência para combate ao Aedes aegypti

O quarto Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 confirmou uma queda no índice geral de infestação de Aracaju, mas acendeu o alerta para três bairros que seguem em situação de alto risco: Dom Luciano, Luzia e Suíssa. Os dados foram divulgados pela Prefeitura na quinta-feira, 23 de julho.

Publicidade

Aracaju registrou índice de infestação de 1,5%, o que a mantém na classificação de médio risco para surtos de arboviroses. O resultado representa uma redução de 0,4 ponto percentual em relação ao levantamento anterior, realizado em maio, quando o índice foi de 1,9%.

O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 10 de julho em todos os 48 bairros da capital. Desse total, 18 foram classificados como de baixo risco, 27 de médio risco e três de alto risco: Dom Luciano, com índice de 5,9%; Luzia, com 4,8%; e Suíssa, com 4,4%.

A queda no número geral esconde uma trajetória preocupante ao longo do ano. Em janeiro, o índice geral havia sido de 0,9%; em março, 1,2%; e em maio chegou a 1,9%, mais que dobrando no acumulado do período. A redução registrada agora em julho é o primeiro recuo após esse avanço contínuo.

Publicidade

Houve também melhora significativa em bairros que estavam em situação crítica no levantamento de maio. No terceiro LIRAa, os bairros Cirurgia (9,4%), Cidade Nova (6,5%), Santo Antônio (4,5%) e Grageru (4,0%) concentravam os piores índices da capital. Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Aracaju, Cidade Nova recuou para 2,6%; Cirurgia para 2,0%; Grageru para 3,4%; e Santo Antônio chegou a índice zero.

O LIRAa aponta que os principais focos do Aedes aegypti continuam concentrados em recipientes dentro das residências. Depósitos para armazenamento de água, como tonéis e lavanderias, responderam por 40,4% dos criadouros encontrados, enquanto vasos e pratos de plantas, recipientes para água de animais e outros itens domiciliares representaram 42,5% dos focos identificados.

Tanques e calhas corresponderam a 8,2% dos criadouros, o descarte irregular de lixo e entulho respondeu por 6,2% e os pneus por 2,7%. Ou seja, mais de 80% dos focos estão dentro ou nos arredores imediatos das casas — algo que pode ser eliminado com atitudes simples dos moradores.

Publicidade

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Aracaju recomenda que a população mantenha caixas d'água tampadas, limpe calhas e ralos periodicamente, descarte recipientes que possam acumular água e permita a entrada dos agentes de combate às endemias nas visitas domiciliares. O alerta vale para toda a região Nordeste, onde o clima quente e a irregularidade no abastecimento de água favorecem a proliferação do mosquito.

Apesar da redução de 47% nos casos prováveis de dengue em Sergipe em 2025, o Ministério da Saúde reforça que o combate ao Aedes aegypti deve continuar. O cenário em Aracaju neste julho de 2026 mostra que, mesmo com avanços, a vigilância permanente é indispensável para evitar novos surtos de dengue, zika e chikungunya.

Publicidade

Leia também