Um menino de apenas dois anos de idade, que viveu dias de muita apreensão após ser atacado por um cachorro, finalmente teve alta médica nesta sexta-feira (19). O incidente aconteceu enquanto a criança brincava na areia da praia da Ponta Grande, em Porto Seguro, na Bahia, e deixou a família em choque.
O ataque do pastor-alemão ocorreu no último domingo (14), pegando todos de surpresa. O pai da criança contou que o cachorro estava solto na praia, sem coleira, e o mais preocupante: não havia nenhum responsável por perto para contê-lo no momento em que ele se aproximou e atacou o filho.
Susto e cirurgias após o ataque
As mordidas foram sérias, atingindo a parte de trás da cabeça e uma das orelhas do menino. Imediatamente após o ocorrido, a criança foi levada às pressas para o Hospital Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro. Lá, ele precisou passar por duas cirurgias delicadas, e foram necessários dezenas de pontos para cuidar dos ferimentos.
A alta médica, depois de quase uma semana de internação, trouxe um grande alívio para os pais e para todos que acompanharam o caso. Agora, o foco da família é na recuperação completa do pequeno.
Dono do animal não presta apoio, diz família
Apesar da boa notícia da alta, a família do menino ainda enfrenta desafios. Segundo o pai, o dono do cachorro vive em Coroa Vermelha, um distrito de Santa Cruz Cabrália, na mesma região da Costa do Descobrimento. Ele teria dito que o animal havia fugido alguns dias antes do ataque.
"Não recebemos nenhum apoio do responsável pelo cão no tratamento do nosso filho", desabafou o pai, demonstrando a frustração da família com a falta de suporte em um momento tão difícil.
A irresponsabilidade de deixar um animal de grande porte solto em uma praia movimentada é um ponto de preocupação. Incidentes como este reforçam a importância da guarda responsável de animais, especialmente em locais públicos onde crianças brincam.
Investigação segue na Polícia Civil
O caso não ficará sem apuração. Um boletim de ocorrência já foi registrado na delegacia de Porto Seguro. A família aguarda agora o laudo médico, que será fundamental para a realização do exame de corpo de delito, um passo importante na investigação.
A Polícia Civil continua investigando o ataque para entender todas as circunstâncias e determinar as responsabilidades. Situações como essa destacam a necessidade de tutores garantirem a segurança de seus animais e, principalmente, das pessoas ao redor.







