A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas, divulgou nesta terça-feira (3) um relatório que reforça o papel da unidade como referência médica para toda a 8ª Região de Saúde. Os dados apontam que, no período analisado, 975 atendimentos foram realizados para pacientes oriundos de outros municípios da região.
O diretor da UPA, Diogo Tenório, apresentou o detalhamento por cidade. Segundo as informações divulgadas pela unidade, Estrela de Alagoas liderou a demanda com 292 atendimentos. Na sequência aparecem Belém (181), Tanque d'Arca (127), Minador do Negrão (92), Igaci (92), Cacimbinhas (19) e Maribondo (19). Outros 153 atendimentos foram registrados para pacientes de municípios não listados individualmente.
O padrão reflete uma realidade histórica da unidade. A UPA de Palmeira dos Índios realiza mensalmente um levantamento dos serviços prestados à 8ª Região de Saúde, que compreende os municípios atendidos por Palmeira dos Índios e cidades vizinhas. Esse monitoramento contínuo permite identificar quais localidades dependem mais do serviço e planejar a capacidade de atendimento.
O perfil de cidades que buscam a UPA é consistente ao longo do tempo. Em relatórios anteriores, Estrela de Alagoas já aparecia no topo do ranking, seguida por Belém, Igaci, Minador do Negrão e Tanque d'Arca, entre outros municípios da região.
A demanda elevada tem relação direta com a abrangência territorial da 8ª Região de Saúde. O polo de Palmeira dos Índios beneficia a população dos municípios de Belém, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Igaci, Maribondo, Minador do Negrão e Tanque D'Arca, atendendo a mais de 150 mil habitantes na região.
Em entrevista anterior à imprensa local, Diogo Tenório já havia chamado atenção para o volume crescente de pacientes externos. A unidade atende não só Palmeira dos Índios, mas também pacientes de cidades vizinhas como Estrela de Alagoas, Cacimbinhas, Quebrangulo, Igaci, Tanque d'Arca e Minador do Negrão, entre outras — o que aumenta consideravelmente a demanda.
O diretor também apontou, na ocasião, um dos principais gargalos operacionais: a dificuldade para transferir pacientes para hospitais especializados por meio do sistema estadual de regulação, já que a UPA vem recebendo pacientes que acabam permanecendo na unidade por dias, mesmo após a estabilização, por falta de vagas em hospitais de referência.
No campo das boas notícias para a rede de saúde regional, o Governo de Alagoas inaugurou, em dezembro de 2025, o Hospital Regional de Palmeira dos Índios (HRPI), com investimento superior a R$ 108 milhões e capacidade para atender mais de 152 mil habitantes do Agreste e Sertão alagoano. A expectativa é que o hospital ajude a desafogar a UPA, especialmente nos casos que exigem internação e cirurgia.
Os números do relatório divulgado nesta semana confirmam que Palmeira dos Índios segue como o principal ponto de acesso a serviços de urgência e emergência para toda a microrregião — independentemente de qual município o paciente seja.







