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Saúde

Fabamed abre apuração técnica após morte de recém-nascida na maternidade de Seabra

Fundação gestora da Maternidade Frei Justo Venture instaurou sindicância interna para analisar prontuário, protocolos e condutas da equipe no caso ocorrido em 7 de julho.

Redação ChicoSabeTudo
18 de julho, 2026 · 14:07 3 min de leitura
Fachada da Maternidade Frei Justo Venture, em Seabra, na Chapada Diamantina (BA)
Fachada da Maternidade Frei Justo Venture, em Seabra, na Chapada Diamantina (BA)

A Fundação Fabamed, responsável pela gestão da Maternidade Frei Justo Venture, em Seabra, na Chapada Diamantina, anunciou neste sábado (18) a abertura de uma sindicância interna para apurar as circunstâncias da morte de uma recém-nascida ocorrida no dia 7 de julho. A informação foi divulgada por meio de nota oficial enviada à imprensa.

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Segundo informações divulgadas pela Fundação, a apuração vai analisar, de forma técnica e imparcial, o prontuário médico, os registros assistenciais, os protocolos institucionais e as condutas adotadas pela equipe ao longo de todo o atendimento. Dados clínicos individualizados não serão tornados públicos, em respeito ao sigilo legal.

A entidade também deixou claro que qualquer conclusão antecipada sobre as causas do óbito ou sobre eventual responsabilização de profissionais seria precipitada, antes do encerramento da apuração. A Fabamed afirmou ainda que permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com os esclarecimentos necessários.

Segundo relato divulgado pela avó da bebê, a gestante deu entrada na maternidade no dia 5 de julho, já em trabalho de parto e com fortes dores. Conforme a família, após constatação de dilatação inicial, a equipe médica optou pela administração de medicamentos para aliviar o desconforto. Na segunda-feira (6), exames teriam apontado alterações nos batimentos cardíacos do bebê em dois momentos, e a equipe informou que aguardaria a normalização do quadro antes de iniciar a indução do parto.

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A avó afirma que a gestante permaneceu em trabalho de parto entre a madrugada e o início da tarde de terça-feira (7), quando foi encaminhada à sala de parto. Durante todo o procedimento, os profissionais informavam que os batimentos cardíacos permaneciam normais. No entanto, a bebê nasceu sem respirar, sem chorar e com coloração arroxeada. Um médico foi chamado para realizar manobras de reanimação, mas a criança não resistiu.

A família também afirma que a gestante já havia procurado atendimento na maternidade no dia 1º de julho, após apresentar perda de líquido amniótico, e que recebeu alta sem realização de ultrassonografia. No momento do parto, conforme os familiares, teria sido constatada ausência de líquido amniótico e presença de mecônio intrauterino — alegações que, entretanto, ainda não foram confirmadas por investigação oficial.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais e gerou protestos locais, com moradores cobrando apuração e responsabilidades. O óbito não ficou restrito à dor da família: o caso provocou comoção na região e deu início a uma série de relatos públicos de mulheres que afirmam ter enfrentado situações semelhantes durante atendimentos obstétricos na mesma unidade.

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A avaliação preliminar da maternidade não identificou, até o momento, elementos que caracterizem violência obstétrica. A unidade informou ainda que realizou 2.937 atendimentos no primeiro semestre de 2026, atendendo pacientes de mais de 30 municípios da região.

A Maternidade Frei Justo Venture é um hospital especializado em obstetrícia e neonatologia, com 35 leitos — sendo 10 de UTI neonatal —, e funciona como referência para gestações e partos de alto risco em todos os municípios da sua região de saúde. A unidade é vinculada à Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) e gerida pela Fundação Fabamed.

A conclusão da sindicância não tem prazo definido. Medidas administrativas e assistenciais poderão ser adotadas conforme o andamento da apuração, de acordo com a nota da Fundação.

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