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Ciclones tropicais e aumento de mortes por doenças após eventos

Estudo revela que ciclones tropicais elevam o risco de mortes por doenças, especialmente nas semanas após os eventos climáticos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
07 de novembro, 2025 · 19:01 1 min de leitura
Ciclones tropicais aumentam mortes por doenças após desastres, aponta estudo global (Imagem: Bilanol / Shutterstock)
Ciclones tropicais aumentam mortes por doenças após desastres, aponta estudo global (Imagem: Bilanol / Shutterstock)

Um estudo global revelou que os ciclones tropicais, fenômenos climáticos devastadores, elevam significativamente os riscos de morte por diversas doenças nas semanas seguintes aos seus impactos. A pesquisa, publicada na revista BMJ, analisou dados de 14,8 milhões de mortes em 1.356 comunidades de nove países entre 2000 e 2019, envolvendo 217 ciclones tropicais.

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Os cientistas identificaram um aumento alarmante nas taxas de mortalidade, com o maior pico ocorrendo nas duas primeiras semanas após a passagem das tempestades. Entre os dados obtidos, destacam-se os seguintes crescimentos: 92% nas mortes por doenças renais, 21% de aumento em lesões por dia durante a primeira semana, 15% por diabetes, 12% por distúrbios neuropsiquiátricos, 11% por doenças infecciosas, 6% por doenças gastrointestinais, 4% por doenças respiratórias e 2% por doenças cardiovasculares e câncer.

A pesquisa aponta que fatores como a falta de acesso a serviços médicos, interrupções na energia e no transporte, além de estresse psicológico e físico, agravam a situação pós-ciclones. Pacientes com doenças crônicas são particularmente afetados, tendo seus tratamentos comprometidos devido a inundações e quedas de energia.

Além disso, o estudo indicou que as chuvas associadas aos ciclones representam um risco maior de morte do que os ventos. O impacto de inundações e contaminação da água contribui para a disseminação de doenças, complicando ainda mais o acesso a cuidados médicos. Regiões mais vulneráveis, especialmente em países em desenvolvimento, enfrentam desafios adicionais devido a sistemas de saúde fragilizados e populações suscetíveis.

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Com a intensificação dos ciclones tropicais, que afetam anualmente mais de 20 milhões de pessoas e geram danos estimados em US$ 51,5 bilhões, os pesquisadores recomendam que sistemas de saúde e meteorologia desenvolvam abordagens integradas. Isso inclui a incorporação de dados epidemiológicos em alertas climáticos e o fortalecimento do suporte a comunidades em risco.

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