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Saúde

CFM estuda barrar registro de 13 mil médicos por baixo desempenho

Conselho Federal de Medicina discute medida que pode impedir mais de 13 mil formandos de atuarem, após resultados insatisfatórios no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), alertando para riscos à população.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
21 de janeiro, 2026 · 23:29 2 min de leitura
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Conselho Federal de Medicina (CFM) está avaliando uma medida que pode mudar a vida de mais de 13 mil estudantes de Medicina no último semestre: barrar o registro profissional deles. A discussão ganhou força depois que o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) revelou que um grande número de futuros médicos não atingiu a nota mínima esperada.

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A preocupação principal do CFM é com a qualidade da formação e, consequentemente, com a segurança da população que será atendida por esses profissionais. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) identificou que cerca de 30% dos formandos avaliados tiveram um desempenho considerado insatisfatório no Enamed. Essa falha não se limita aos estudantes; dos 351 cursos de Medicina que participaram da avaliação, 107 foram classificados com conceitos 1 ou 2, os mais baixos.

Para o Conselho, é inaceitável que um curso de Medicina opere com menos que a nota 4. Essa exigência sublinha a gravidade da situação atual.

Risco à saúde da população acende alerta

O presidente do CFM, José Hiran Gallo, não esconde a gravidade do cenário. Ele expressou a preocupação do Conselho em uma nota oficial, destacando os riscos que isso representa para milhões de brasileiros.

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São mais de 13 mil graduados em Medicina que receberão diploma e registro para atender a população sem as competências mínimas para exercer a profissão. Isso é assustador e coloca em risco a saúde e a segurança de milhões de brasileiros.

Atualmente, a lei brasileira permite que qualquer estudante que complete o curso de Medicina receba seu registro profissional de forma automática, sem a necessidade de uma avaliação de competência prévia. Essa é uma das lacunas que o CFM busca preencher com a nova resolução e com o apoio de outras iniciativas.

CFM busca dados e Congresso discute novas leis

Para entender melhor a situação e tomar decisões embasadas, o Conselho já pediu ao Ministério da Educação (MEC) acesso a dados mais detalhados sobre o desempenho individual de cada estudante. Essa transparência é vista como essencial para garantir que apenas profissionais realmente qualificados cheguem ao mercado de trabalho.

Paralelamente a essa discussão, o Congresso Nacional também está se movimentando. Dois projetos de lei estão avançando, um na Câmara dos Deputados e outro no Senado Federal. Ambos propõem a criação de um Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed). A ideia é que ele funcione de forma similar ao exame que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aplica, garantindo que os novos médicos tenham as habilidades necessárias antes de exercer a profissão. Essa seria uma mudança significativa e fundamental para elevar os padrões da formação médica no país.

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