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Saúde

Anvisa reconhece Espinheira-Santa como aliada contra problemas gástricos

A Anvisa reconheceu oficialmente a espinheira-santa como um tratamento fitoterápico eficaz para má digestão e azia, oferecendo uma alternativa natural que protege a mucosa estomacal.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
22 de janeiro, 2026 · 10:08 3 min de leitura
Para extrair corretamente os benefícios da planta sem degradar seus componentes ativos, é essencial utilizar o método de infusão (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)
Para extrair corretamente os benefícios da planta sem degradar seus componentes ativos, é essencial utilizar o método de infusão (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

Boas notícias para quem sofre com azia e má digestão! A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um aval oficial à espinheira-santa, uma planta nativa com longa história de uso popular, reconhecendo-a como uma opção eficaz para aliviar desconfortos gástricos. Agora, essa erva, conhecida cientificamente como Maytenus ilicifolia, faz parte do formulário de fitoterápicos da Anvisa, ganhando status de medicamento natural para o tratamento de problemas no estômago.

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Essa certificação não é pouca coisa. Ela coloca o chá de espinheira-santa num patamar diferente dos simples remédios caseiros, classificando-o como um medicamento fitoterápico de verdade. A validação veio depois de estudos que comprovaram a segurança e a eficácia dos compostos das folhas da planta para a nossa saúde digestiva. Isso significa que, para a Anvisa, os princípios ativos da espinheira-santa têm uma ação farmacológica que pode ser medida e padronizada, ajudando a combater sintomas como a má digestão (dispepsia) e a azia leve.

Como a Espinheira-Santa Protege o Estômago?

Diferente de alguns medicamentos que apenas bloqueiam a produção de ácido, a espinheira-santa tem uma abordagem mais completa. Ela trabalha fortalecendo as defesas naturais do nosso corpo. A planta estimula a produção de muco e bicarbonato, que são como um 'escudo' natural que reveste as paredes do estômago, protegendo-as contra a ação corrosiva do suco gástrico.

Esse mecanismo de ação cria uma barreira física e química poderosa, que ajuda a proteger a mucosa do estômago de lesões e úlceras. Além disso, a espinheira-santa possui taninos e óleos essenciais em sua composição, substâncias que ajudam a cicatrizar tecidos que já estão irritados. O resultado é um alívio eficaz da dor e daquela sensação incômoda de queimação, tudo isso sem eliminar totalmente a acidez que é tão importante para uma boa digestão.

Como Preparar o Chá Corretamente?

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Para aproveitar todos os benefícios da espinheira-santa, o segredo está no preparo. É fundamental usar o método de infusão, que garante que os componentes ativos da planta não sejam degradados pelo calor excessivo. Veja o passo a passo:

  • Ferva cerca de 150 ml de água filtrada e desligue o fogo assim que ela começar a borbulhar.
  • Adicione uma colher de sobremesa de folhas secas de espinheira-santa na água bem quente.
  • Tampe o recipiente e deixe as folhas em infusão por 10 a 15 minutos, para que os compostos benéficos sejam liberados.
  • Depois, coe a mistura e beba o chá morno. O ideal é consumir antes das principais refeições.

Espinheira-Santa vs. Remédios Sintéticos: Qual a Diferença?

Embora tanto a espinheira-santa quanto os remédios sintéticos, como o famoso Omeprazol, busquem aliviar a gastrite e a acidez, eles fazem isso de maneiras bem diferentes e têm origens distintas. A espinheira-santa, por ser um fitoterápico, vem da natureza. Ela atua fortalecendo a barreira protetora do estômago com muco e possui propriedades cicatrizantes, com poucos efeitos adversos relatados.

Já o Omeprazol é um composto químico criado em laboratório. Ele funciona inibindo diretamente a produção de ácido gástrico. Seu foco principal é reduzir a acidez, mas, por isso, pode ter impacto na absorção de algumas vitaminas e causar outros efeitos colaterais.

Quem Deve Ter Cautela ao Consumir?

Apesar de ser um produto natural e aprovado, o uso da espinheira-santa exige atenção, especialmente para algumas pessoas. Mulheres grávidas não devem consumir este chá, pois há estudos que indicam que a planta pode estimular contrações uterinas, representando um risco para a gestação. Além disso, ela pode reduzir a produção de leite em mães que estão amamentando.

É muito importante que pessoas com doenças crônicas ou que tomam outros medicamentos de forma contínua conversem com um médico antes de pensar em substituir qualquer tratamento convencional. A interação entre fitoterápicos e remédios sintéticos precisa ser monitorada para garantir a segurança e a saúde de todos.

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