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Saúde

Brasil elimina transmissão de HIV de mãe para filho, reconhece OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o Brasil como o maior país a eliminar a transmissão de HIV de mãe para filho como problema de saúde pública, graças ao SUS.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
17 de dezembro, 2025 · 17:44 2 min de leitura
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

O Brasil alcançou um marco histórico na saúde pública: a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o país por ter eliminado a transmissão vertical do HIV como um problema de saúde pública. Isso significa que, felizmente, a passagem do vírus da AIDS de mãe para filho durante a gravidez, parto ou amamentação foi controlada de forma tão eficaz que não é mais considerada uma ameaça generalizada.

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A notícia animadora foi compartilhada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no último dia 15 de dezembro. Durante sua participação no programa "Bom Dia, Ministro", transmitido pelo CanalGov, Padilha celebrou o feito, ressaltando que o Brasil é o maior país a conquistar essa certificação da OMS.

Como o Brasil chegou lá? O papel fundamental do SUS

Para o ministro Padilha, o sucesso nessa batalha contra o HIV materno-infantil tem um nome principal: o Sistema Único de Saúde (SUS). Ele explicou que a estrutura do SUS foi crucial para garantir o acesso a medidas preventivas e de tratamento em todo o país.

  • Testes rápidos: Disponíveis nas unidades básicas de saúde, permitindo o diagnóstico precoce em gestantes.
  • Pré-natal completo: Acompanhamento essencial para identificar o vírus e iniciar o tratamento.
  • Medicação para gestantes com HIV: Oferecida gratuitamente pelo SUS, essa medicação é vital para reduzir drasticamente o risco de transmissão ao bebê.

“Significa que o Brasil conseguiu eliminar graças ao SUS, aos testes rápidos das unidades básicas de saúde, aos testes do pré-natal, às gestantes que têm HIV tomarem a medicação pelo SUS”, detalhou o ministro.

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Em julho deste ano, o Brasil já havia apresentado um dossiê robusto à OMS, com todos os dados do SUS que comprovavam a eficácia das políticas públicas implementadas. Agora, o próximo passo será a visita do Conselho da Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS) e de representantes da própria OMS. Eles virão ao país para entregar oficialmente o certificado de certificação ao Governo Federal, coroando o esforço nacional.

Uma realidade bem diferente do passado

Alexandre Padilha fez questão de relembrar um passado não tão distante, quando a situação era desoladora. Há algumas décadas, o Brasil enfrentava a triste realidade de órfãos que nasciam com HIV e perdiam os pais devido à AIDS, sendo abrigados por iniciativas filantrópicas.

“Abrigavam aqueles bebês que tinham nascido com HIV e seus pais tinham morrido. A gente não tem mais isso no nosso país, felizmente, nem a transmissão do HIV da gestante para o bebê”, comemorou o ministro, destacando a enorme transformação que o país vive hoje.

Essa conquista não apenas salva vidas de bebês, mas também representa um avanço gigantesco na luta contra o HIV/AIDS, mostrando a força e a capacidade do Brasil em promover a saúde e o bem-estar de sua população através de políticas públicas eficazes e do comprometimento do SUS.

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