A Bahiafarma, fundação pública vinculada à Secretaria de Saúde da Bahia e com sede em Simões Filho, está em fase de estruturação como indústria farmacêutica. A informação foi dada pela diretora da instituição, a infectologista Ceuci de Lima Xavier Nunes, que dirige a fundação desde 2023 (F1.e, F1.g, F1.i).
"A estruturação da Bahiafarma como indústria farmacêutica está a todo vapor", afirmou Ceuci Nunes (F1.c1).
Segundo a diretora, equipamentos para a produção de sólidos orais estão sendo fabricados sob medida na China e na Argentina. A previsão é que eles cheguem à Bahia no início de 2027 (F1.j, F1.k). "Na parte de sólidos orais, nós estamos com equipamentos sendo confeccionados sob medida na China e Argentina, que devem chegar (na Bahia) no início de 2027", disse (F1.c2).
Uma equipe da fundação realizou uma vistoria nos equipamentos por exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) (F1.l). "Nossa equipe já foi fazer uma vistoria nos equipamentos, por exigência da Anvisa", declarou Ceuci Nunes (F1.c3).
A Bahiafarma também prepara uma planta para produtos biológicos. O governo da Bahia financiará essa estrutura (F1.m, F1.n). A diretora explicou que a instalação e a avaliação dos equipamentos exigem etapas próprias do setor farmacêutico (F1.c4, F1.c5). No momento, a fundação ainda não produz medicamentos. "A Bahiafarma está sendo reconstruída. Então ainda não está produzindo", afirmou (F1.c6, F1.o).
A instituição foi selecionada em quatro parcerias de desenvolvimento de produto pelo Ministério da Saúde. Os acordos tratam da fabricação de medicamentos biológicos, incluindo anticorpos monoclonais (F1.p, F1.q, F1.r). Na entrevista, os parceiros internacionais citados são a indiana Biocon Biologics e a sul-coreana Samsung (F1.t).
Ceuci Nunes afirmou que mais de 150 mil pessoas no Brasil recebem pelo SUS a medicação relacionada à doença tratada pelos medicamentos citados na entrevista (F1.aa, F1.c7). Segundo ela, os produtos serão usados em tratamentos contra o câncer, em casos iniciais e avançados com metástase (F1.ab).
A Bahiafarma já assinou contrato com uma indústria indiana e prevê concluir até 2027 a assinatura de contrato com a Samsung. Os acordos incluem etapas de transferência de tecnologia. Técnicos da fundação irão à Coreia do Sul, à Índia e à Bionovis, enquanto profissionais das empresas parceiras deverão vir à Bahia (F1.v, F1.w, F1.x, F1.ac, F1.ae).
Após o registro dos medicamentos na Anvisa em nome da própria Bahiafarma, a fundação começará a fornecer os produtos por meio das parcerias internacionais. A previsão é de preço abaixo do mercado para o SUS, com atendimento pela atenção especializada, e não pela atenção básica (F1.y, F1.z, F1.s, F1.u). "Fazemos o registro na Anvisa, em nome da Bahiafarma, começamos a fornecer através da nossa parceria internacional e de imediato já conseguimos um ganho grande para o SUS", disse a diretora (F1.c8).
A Bahiafarma foi criada em 1983, extinta em 1999, recriada em 2009 e reinaugurada em Simões Filho em 2011 (F1.a, F1.b, F1.c, F1.d). Antes de assumir a direção da fundação, Ceuci Nunes coordenou o Instituto Couto Maia por 15 anos (F1.h).







