A Bahia registrou um crescimento preocupante no número absoluto de pessoas com baixo peso, chegando a 52.100 indivíduos em 2025. O dado, extraído de um relatório do Ministério da Saúde, coloca o estado acima das médias registradas no Nordeste e em todo o Brasil.
Em 2024, o estado já apresentava um índice de 2,56% da população adulta acompanhada nessa situação, enquanto a média nacional era de 2,06%. Mesmo com uma leve queda no percentual proporcional para 2,22% no ano seguinte, o volume total de pessoas afetadas subiu, mantendo o estado em alerta.
Na contramão de cidades como Salvador e Feira de Santana, que concentram os maiores números absolutos, Paulo Afonso se destacou positivamente. O município registrou uma das menores prevalências do estado, com apenas 1,72%, figurando ao lado de Teixeira de Freitas e Jequié entre os melhores índices.
Especialistas apontam que a rotina exaustiva de trabalho e a falta de tempo para refeições de qualidade são os principais vilões. Além disso, a insegurança alimentar severa faz com que muitos baianos não tenham acesso ao básico ou dependam de alimentos ultraprocessados, que são pobres em nutrientes.
A nutricionista Beatriz Nogueira alerta que o problema afeta até as futuras gerações. Gestantes com baixo peso têm mais chances de dar à luz bebês com menos de 2,5 kg, o que gera riscos à saúde do recém-nascido desde os primeiros dias de vida.
Para tentar reverter o quadro, a recomendação é focar no consumo de proteínas acessíveis, como ovos e sardinha, além do tradicional arroz com feijão. A prática de exercícios físicos também é essencial para garantir o ganho de massa muscular e a funcionalidade do corpo.







